Quem ainda não assistiu a “A Odisseia” na tela grande terá uma nova oportunidade — pelo menos na América do Norte. O épico de Christopher Nolan, cujo lançamento para assistir em casa está marcado para 17 de novembro, voltará aos cinemas em dezembro.
O retorno também tem um objetivo claro: manter o filme em evidência durante a temporada de premiações e dar aos votantes de Hollywood mais oportunidades de conferir o espetáculo nas condições para as quais ele foi concebido.
Mais de mil cinemas receberão o filme
Segundo o The Hollywood Reporter, “A Odisseia” retornará a mais de mil cinemas norte-americanos a partir de 11 de dezembro. A distribuição incluirá diferentes formatos, entre eles IMAX e IMAX em película de 70 mm.
A nova temporada também permitirá aproveitar os investimentos feitos por salas que atualizaram seus equipamentos especificamente para exibir o longa.
Além disso, a Universal poderá ampliar uma bilheteria que já ultrapassou US$ 1 bilhão mundialmente. O filme também terá a chance de aumentar sua vantagem como a maior arrecadação da história entre produções com classificação R nos Estados Unidos, uma de suas marcas recordistas.
Essa classificação indica que menores de 17 anos precisam estar acompanhados por um adulto nas sessões americanas. Ela não corresponde automaticamente à classificação indicativa adotada no Brasil.
Nolan mira outra temporada de estatuetas
O principal motivo do relançamento, porém, está na disputa por prêmios. A expectativa é garantir que os votantes tenham oportunidades suficientes para se impressionar com a produção em uma tela de grandes dimensões.
O precedente mais evidente é “Oppenheimer”. Lançado em 2023, o filme conquistou sete Oscars, incluindo melhor filme e melhor direção, mesmo sem alcançar US$ 1 bilhão de bilheteria.
Depois desse resultado, as expectativas para uma nova campanha de Nolan provavelmente são altas. “A Odisseia” chega à temporada com enorme sucesso comercial e potencial para disputar espaço em diversas categorias.
Entre as possibilidades estão melhor filme, direção, roteiro adaptado, fotografia, trilha sonora original e design de produção, além das categorias de atuação. Samantha Morton está entre os nomes que despertam entusiasmo, embora as indicações ainda dependam da votação da Academia.
Levar o épico de volta às maiores telas disponíveis parece uma escolha coerente para a campanha. O relançamento permite que o espetáculo visual e sonoro volte ao centro da experiência justamente quando Hollywood começa a decidir quais filmes merecem suas estatuetas.