A Terra faz parte do Sistema Solar, um conjunto formado por planetas, luas, asteroides, cometas e outros corpos que orbitam o Sol. A gravidade solar mantém todo esse sistema unido, desde Mercúrio até regiões extremamente distantes.
Nosso planeta realiza dois movimentos principais. O primeiro é a rotação em torno do próprio eixo. O segundo é a translação ao redor do Sol. Esse último movimento dura aproximadamente um ano e faz com que a Terra percorra uma órbita quase circular, embora ela seja, na realidade, ligeiramente elíptica.
A velocidade média dessa viagem é surpreendente. Para se ter uma ideia, ela está muito além do que qualquer meio de transporte criado pelo ser humano consegue alcançar.
A que velocidade a Terra se move ao redor do Sol?

A Terra se desloca ao redor do Sol a uma velocidade média de aproximadamente 107 mil quilômetros por hora. Isso equivale a quase 30 quilômetros por segundo.
No entanto, nosso planeta não mantém exatamente a mesma velocidade durante toda a sua trajetória. Isso acontece porque a órbita terrestre não forma um círculo perfeito.
Em determinados momentos do ano, a Terra fica um pouco mais próxima do Sol. Em outros, encontra-se mais distante. Essa diferença influencia diretamente sua velocidade orbital.
Quando chega ao periélio, ponto da órbita em que está mais próxima do Sol, a Terra se desloca um pouco mais rápido. Já no afélio, quando alcança sua maior distância da estrela, sua velocidade diminui.
Esse movimento permite que o planeta complete uma volta ao redor do Sol em cerca de 365 dias e seis horas. Portanto, a translação está diretamente relacionada à duração do nosso ano.
Por que os planetas não caem no Sol?
A gravidade do Sol atrai constantemente a Terra e os demais planetas. Entretanto, esses corpos também possuem uma enorme velocidade lateral.
É justamente a combinação entre gravidade e movimento que produz uma órbita. Em outras palavras, a Terra está constantemente sendo atraída pelo Sol, mas sua velocidade faz com que continue avançando ao mesmo tempo.
A NASA costuma explicar o fenômeno de maneira simples. Se um objeto tiver pouco movimento lateral, a gravidade pode fazê-lo cair em direção ao corpo que está orbitando. Se sua velocidade for alta demais, ele pode escapar. Quando existe o equilíbrio adequado entre velocidade e atração gravitacional, o objeto permanece em órbita.
Por isso, a Terra não simplesmente despenca em direção ao Sol. Para que isso acontecesse, seria necessário eliminar praticamente toda a velocidade lateral do planeta, justamente aquela que mantém sua trajetória orbital.
Por que os planetas não colidem uns com os outros?

Os planetas normalmente não se chocam porque percorrem órbitas diferentes e estão separados por distâncias enormes.
Além disso, suas trajetórias são resultado da interação entre a gravidade e o movimento preservado desde a formação do Sistema Solar, há bilhões de anos.
Embora os planetas exerçam influência gravitacional uns sobre os outros, suas órbitas não se cruzam como veículos circulando por uma mesma rua.
De maneira geral, os planetas mais próximos do Sol percorrem órbitas menores e completam suas voltas mais rapidamente. Já aqueles localizados nas regiões externas do Sistema Solar precisam atravessar trajetórias gigantescas e levam muito mais tempo para concluir uma órbita.
Assim, mesmo viajando pelo espaço a velocidades difíceis de imaginar, a Terra e os demais planetas conseguem manter trajetórias relativamente estáveis ao redor do Sol.
[ Fonte: Billiken ]