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Ciência

Andar devagar ou acelerar o passo? A ciência já tem uma resposta clara para sua saúde

Se caminhar já é um ótimo hábito para o corpo e a mente, fazê-lo em um ritmo mais acelerado pode ser ainda mais benéfico. Estudos recentes indicam que aumentar a velocidade da caminhada está ligado a uma redução no risco de doenças cardíacas, declínio cognitivo e até na mortalidade.
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Tempo de leitura: 2 minutos

Caminhar é uma das formas mais simples e acessíveis de se manter ativo. Não exige equipamentos caros, pode ser feito em qualquer lugar e é recomendado para todas as idades. Mas uma dúvida antiga ainda divide opiniões: andar devagar já é o suficiente ou é melhor caminhar com mais intensidade? Para a ciência, a resposta está cada vez mais clara — especialmente quando o assunto é saúde.

 

Qualquer movimento já é um bom começo

Caminhar 1
© Prakriti Khajuria – Unsplash

Antes de tudo, é importante reforçar que qualquer forma de atividade física é melhor do que o sedentarismo. Mesmo um passeio lento, se feito regularmente, traz benefícios para a saúde. Isso é especialmente importante para pessoas com limitações físicas, idade avançada ou rotinas mais restritas.

Entretanto, se não houver restrições médicas, aumentar a velocidade ao caminhar pode ser uma maneira eficiente de potencializar os efeitos positivos da atividade. Ou seja, se for possível andar um pouco mais rápido, vale a pena.

 

Caminhada e saúde: o que diz a ciência

Estudos vêm mostrando que o ritmo da caminhada tem impacto direto na saúde, em especial na cardiovascular. Um estudo publicado em 2024 na revista Atherosclerosis, com quase 20 mil participantes acompanhados por mais de nove anos, identificou que quem caminha mais rápido tem menor risco de morte e de desenvolver doenças cardíacas.

Esse resultado reforça o que outras pesquisas já apontavam: o passo acelerado melhora a circulação sanguínea, fortalece o coração e aumenta a resistência física.

Além disso, uma revisão publicada em 2016 na Ageing Research Reviews investigou a relação entre a velocidade da caminhada e o declínio cognitivo. Embora não tenha estabelecido uma ligação causal, os cientistas observaram que pessoas que andavam mais devagar tendiam a apresentar maior risco de deterioração mental — embora essa lentidão pudesse ser também um sinal precoce desse declínio.

 

Caminhar para emagrecer: o ritmo também conta

Outro fator que leva muitas pessoas a caminharem é o desejo de perder peso. E nesse ponto, caminhar rápido também pode fazer diferença. Aumentar o ritmo acelera o metabolismo, queima mais calorias e ativa grupos musculares de forma mais eficiente.

Em um estudo publicado em 2024 na revista Sports Science & Medicine, pesquisadores identificaram que a genética também influencia os resultados da caminhada como método para emagrecimento. Ainda assim, independentemente da predisposição genética, caminhar rápido pode contribuir para uma vida mais saudável e ativa.

 

Benefícios físicos e mentais a cada passo

A caminhada regular não traz vantagens apenas para o corpo. Ela também ajuda a reduzir o estresse, melhorar o humor e até aumentar a concentração — principalmente quando feita ao ar livre. E quanto mais intensa for a caminhada, maiores tendem a ser esses benefícios.

Contudo, para quem está começando, caminhar devagar pode ser um ótimo ponto de partida. O importante é criar o hábito. A velocidade pode ser ajustada com o tempo, conforme a disposição e a capacidade física aumentam. O segredo está na constância.

 

[ Fonte: Xataka ]

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