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Ciência

Boas notícias para o planeta: camada de ozônio dá sinais claros de recuperação

Após décadas de preocupação global, a ciência confirma que a camada de ozônio está em processo de regeneração. Apesar de ainda levar meio século para voltar aos níveis de 1980, a tendência positiva reforça a importância da cooperação internacional.
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Tempo de leitura: 3 minutos

A camada de ozônio, localizada a cerca de 25 quilômetros de altura na atmosfera e responsável por filtrar a radiação ultravioleta do Sol, começa a mostrar sinais consistentes de recuperação. A informação foi confirmada por especialistas no Dia Mundial do Ozono, comemorado neste ano com o lema “Da ciência à ação global”.

Tendência positiva após décadas de crise

Camada De Ozônio2
© YouTube

De acordo com o cientista Alberto Redondas, do Observatório Atmosférico de Izaña (Aemet, Tenerife), a camada de ozônio está “em processo de recuperação”, embora a expectativa seja que apenas em cerca de 50 anos volte aos níveis registrados antes de 1980.

A oscilação anual continua sendo significativa: em 2023, o buraco sobre a Antártida foi um dos maiores já observados, enquanto em 2024 apresentou um dos menores, sinalizando uma recuperação gradual. Já em 2025, os valores estão próximos da média histórica.

A importância do Protocolo de Montreal

O avanço não seria possível sem o Protocolo de Montreal, tratado assinado há quase quatro décadas que proibiu o uso dos clorofluorocarbonos (CFCs). Esses gases, usados em refrigeradores, aerossóis e até sistemas de combate a incêndios, eram os principais responsáveis pela destruição do ozônio ao reagirem diretamente com suas moléculas.

Para Redondas, esse tratado é um marco nos acordos ambientais internacionais e prova de que a ação coordenada da comunidade global pode enfrentar até problemas que, no passado, pareciam incontroláveis.

Ameaças ainda persistem

Sol Nasa
© NASA.

Apesar dos avanços, a batalha pela preservação da camada de ozônio não está vencida. Os cientistas alertam para fatores que ainda podem comprometer a recuperação:

  • Erupções vulcânicas de grande porte;

  • Incêndios florestais massivos, que liberam partículas e gases nocivos;

  • Entrada de lixo espacial na atmosfera, cada vez mais frequente;

  • Emissões ilegais de substâncias proibidas, como as detectadas na China entre 2013 e 2018;

  • Compostos não regulados que continuam a ter efeito destrutivo.

Segundo Redondas, a recuperação completa levará décadas justamente porque muitos desses gases permanecem ativos na atmosfera por longos períodos.

Por que o ozônio é vital

A camada de ozônio não é apenas um detalhe da atmosfera: ela é essencial para a vida na Terra. Ao absorver a radiação ultravioleta do Sol, impede danos diretos ao DNA dos seres vivos. Sem essa barreira natural, a vida não teria conseguido evoluir além dos oceanos para colonizar a terra firme.

“Literalmente estamos vivos graças a ela”, destaca Redondas. “Foi a proteção do ozônio que permitiu o desenvolvimento dos ecossistemas como os conhecemos hoje.”

Da ciência à ação global

O caso da camada de ozônio se tornou exemplo emblemático de como a ciência pode orientar políticas públicas eficazes. A mobilização internacional conseguiu frear o uso de substâncias destrutivas e abriu espaço para soluções tecnológicas alternativas.

Ainda assim, os especialistas lembram que a vigilância constante é indispensável. A cada ano, novos fatores de risco podem surgir, exigindo atualização das políticas ambientais e manutenção do compromisso internacional.

Um futuro mais protegido

Se as atuais tendências forem mantidas, a expectativa é de que em meados do século XXI a camada de ozônio esteja próxima de sua recuperação total. Até lá, o planeta viverá com altos e baixos — alguns anos de buraco maior, outros de retração mais expressiva —, mas sempre dentro de um cenário de melhora gradual.

O que parecia impossível nos anos 1980 hoje é uma história de sucesso da cooperação global. A recuperação da camada de ozônio mostra que, diante de ameaças planetárias, ciência, ação política e mobilização internacional podem fazer a diferença.


A camada de ozônio apresenta sinais claros de recuperação após décadas de deterioração. Embora leve cerca de 50 anos para voltar aos níveis de 1980, especialistas apontam que o Protocolo de Montreal foi decisivo para essa conquista. A experiência reforça a importância da ciência e da cooperação internacional na proteção ambiental.

 

[ Fonte: Canal26 ]

 

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