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Brasil não alcança metas de vacinação e acende alerta para o retorno de doenças perigosas

O Brasil continua abaixo das metas de vacinação para grande parte dos imunizantes oferecidos pelo SUS. Especialistas alertam para o risco de surtos de doenças que podem ser prevenidas.
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Tempo de leitura: 3 minutos

O Brasil enfrenta um desafio preocupante na saúde pública: a cobertura vacinal permanece abaixo das metas estabelecidas para a maioria das vacinas oferecidas gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Apesar dos esforços para recuperar os índices de imunização, muitas crianças ainda não recebem todas as doses recomendadas. A situação aumenta o risco de circulação de doenças como sarampo, coqueluche e poliomielite, especialmente entre os grupos mais vulneráveis.

Por que o Brasil não consegue atingir as metas de vacinação?

O Programa Nacional de Imunizações (PNI) é reconhecido por sua ampla rede de atendimento e pela oferta gratuita de vacinas em todo o território nacional.

Entretanto, manter uma cobertura elevada exige que a população procure os serviços de saúde regularmente e complete os esquemas de vacinação.

Nos últimos anos, diferentes fatores contribuíram para a queda dos índices, incluindo a disseminação de informações falsas, dificuldades de acesso aos postos e atrasos na aplicação das doses.

A pandemia de Covid-19 também provocou mudanças na rotina de vacinação, com interrupções e adiamentos que afetaram principalmente o público infantil.

Mesmo com campanhas de recuperação, o país ainda enfrenta dificuldades para alcançar as metas necessárias em diferentes faixas etárias.

Segundo reportagem do Jornal Nacional, publicada pelo g1, a maioria dos imunizantes da rede pública permanece abaixo dos objetivos nacionais.

Quais doenças podem voltar a representar uma ameaça?

Brasil não alcança metas de vacinação e acende alerta para o retorno de doenças perigosas
© Atick Tajwar Khan – Shutterstock

A redução da cobertura vacinal preocupa porque facilita a circulação de agentes infecciosos que poderiam ser controlados pela imunização.

O sarampo é um dos principais exemplos. Altamente contagioso, o vírus pode provocar pneumonia, complicações neurológicas e, em situações graves, morte.

A coqueluche também exige atenção especial, principalmente entre bebês, que apresentam maior risco de complicações respiratórias.

Outro motivo de preocupação é a poliomielite, doença capaz de causar paralisia permanente.

Embora o Brasil não registre transmissão endêmica do poliovírus selvagem há décadas, manter altas taxas de vacinação é essencial para evitar sua reintrodução.

A proteção coletiva depende de uma parcela suficientemente elevada da população estar imunizada. Quando essa cobertura diminui, aumentam as oportunidades de transmissão.

Metas de vacinação variam conforme o imunizante

O Ministério da Saúde estabelece percentuais de cobertura para acompanhar a proteção da população.

Para diversas vacinas infantis, como as que protegem contra poliomielite e sarampo, a meta é alcançar pelo menos 95% do público-alvo.

Outros imunizantes possuem objetivos específicos, definidos conforme as características das doenças e os grupos que precisam ser protegidos.

Esses indicadores permitem identificar regiões onde há maior concentração de pessoas não vacinadas e orientar campanhas de busca ativa.

Uma dificuldade importante é garantir que as crianças recebam não apenas a primeira dose, mas também os reforços necessários para completar a proteção.

O que está sendo feito para recuperar a cobertura?

Entre as estratégias adotadas pelo Ministério da Saúde estão campanhas nacionais, vacinação nas escolas e iniciativas para localizar pessoas com doses atrasadas.

A integração entre unidades básicas de saúde, instituições de ensino e autoridades municipais também pode facilitar o acesso às vacinas.

Outra medida importante é combater a desinformação com orientações baseadas em evidências científicas.

O Ministério da Saúde disponibiliza informações sobre o calendário nacional de vacinação, incluindo os imunizantes recomendados para crianças, adolescentes, adultos e idosos.

Especialistas destacam que as campanhas precisam ser acompanhadas por ações permanentes, já que a imunização depende da continuidade do atendimento ao longo do ano.

Como saber se a vacinação está em dia?

A principal recomendação é conferir a caderneta de vacinação e procurar uma unidade básica de saúde caso existam dúvidas sobre doses ou reforços.

Mesmo quando uma vacina está atrasada, geralmente é possível atualizar o esquema sem precisar reiniciar todas as doses.

O calendário deve ser avaliado conforme a idade, o histórico vacinal e as recomendações vigentes.

No caso das crianças, manter a vacinação em dia é especialmente importante porque muitas doenças infecciosas apresentam maior risco de complicações nos primeiros anos de vida.

O desafio brasileiro não é apenas disponibilizar vacinas gratuitamente, mas garantir que elas cheguem a todas as pessoas que precisam de proteção.

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