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Trump suspende novas sanções ligadas à Rússia e amplia tensão com a Ucrânia

Donald Trump concedeu isenções a medidas econômicas que deveriam entrar em vigor após a aprovação de uma nova lei. A decisão provocou críticas de republicanos e democratas, além da reação de Volodymyr Zelensky. O movimento ocorre enquanto Washington busca reduzir os preços dos combustíveis e enfrenta divergências crescentes com Kyiv.
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Tempo de leitura: 3 minutos

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, suspendeu a aplicação de novas sanções e tarifas relacionadas à Rússia antes que começassem a produzir efeitos. A ordem, publicada em 16 de outubro, invoca o interesse nacional americano para justificar as isenções. A medida aumenta o atrito com a Ucrânia em um momento de ataques russos à infraestrutura energética do país e de questionamentos sobre o apoio de Washington.

O que a decisão suspende

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© YouTube

As restrições fazem parte da Lei Lindsey O. Graham de Sanções à Rússia e ao Irã, sancionada por Trump em setembro. A legislação prevê instrumentos para pressionar economicamente Moscou e países que sustentam suas receitas energéticas.

A ordem executiva publicada pela Casa Branca descreve tarifas adicionais sobre produtos russos e mercadorias provenientes dos cinco maiores importadores de petróleo e gás da Rússia. Entretanto, o próprio documento concede isenções à aplicação dessas medidas e de outras restrições previstas na lei.

Trump declarou ter enviado ao Congresso a certificação necessária para utilizar esse mecanismo. O texto público não detalha os argumentos que fundamentam a avaliação de interesse nacional.

A decisão tem alcance específico: o decreto preserva sanções anteriores estabelecidas por outras ordens executivas. Portanto, a suspensão das novas medidas não representa o encerramento de todas as restrições americanas contra Moscou.

Zelensky critica o alívio econômico

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© Donald Trump e Volodymyr Zelensky durante uma reunião na Casa Branca, em agosto de 2025. As relações entre Washington e Kyiv atravessam uma nova crise devido às restrições nas comunicações militares e às divergências sobre a estratégia contra a Rússia. © Casa Blanca – Daniel Torok

O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, condenou a decisão e relacionou sua crítica aos ataques russos contra o setor energético de seu país. Para Kyiv, as sanções representam uma ferramenta para reduzir a capacidade de Moscou de financiar a guerra.

Segundo a CNN, a suspensão ocorre após um acordo relacionado às exportações russas de diesel. Washington também pressionou a Ucrânia a interromper ataques contra refinarias russas, em meio à preocupação americana com os preços dos combustíveis.

A divergência expõe prioridades diferentes. O governo americano busca aliviar pressões sobre o mercado de energia, enquanto a Ucrânia tenta atingir receitas e instalações que considera importantes para o esforço militar russo.

Apesar do desgaste, Zelensky informou que representantes dos dois países mantiveram contato e discutiam uma possível reunião. O diálogo diplomático, portanto, continuava aberto.

A resistência também vem de republicanos

A reação em Washington ultrapassou a divisão entre governo e oposição. Parlamentares republicanos criticaram a flexibilização e defenderam a manutenção da pressão econômica sobre o Kremlin.

Entre os questionamentos estão o efeito da decisão sobre as negociações de paz e o respeito aos objetivos da legislação aprovada pelo Congresso. Democratas também acusaram Trump de enfraquecer uma ferramenta de pressão contra Vladimir Putin.

Uma reportagem da Associated Press sobre a reação parlamentar aponta, porém, um obstáculo à resposta imediata: o Congresso está em recesso até depois das eleições. A insatisfação política não se traduz automaticamente em uma reversão rápida da medida. 

Revisão mantém o rumo das sanções em aberto

Neste domingo, 18 de outubro, o secretário de Estado, Marco Rubio, afirmou que Trump poderá levar até 60 dias para avaliar os impactos econômicos antes de decidir sobre a aplicação das restrições, segundo a Reuters.

A explicação acrescenta um horizonte de revisão à suspensão, mas mantém indefinido seu resultado. Nesse intervalo, o governo americano terá de administrar a pressão do Congresso, as preocupações ucranianas e seus objetivos para o mercado de energia.

O impasse mostra como a política de sanções passou a concentrar disputas sobre segurança, preços dos combustíveis e estratégia diplomática. Para Kyiv, a questão central continua sendo se Washington utilizará a pressão econômica para aumentar o custo da guerra para Moscou.

 

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