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Cápsula do tempo enterrada por Princesa Diana em 1991 é reaberta em hospital infantil de Londres

Uma cápsula do tempo selada pela Princesa Diana em 1991 foi aberta no Great Ormond Street Hospital (GOSH), em Londres, durante a construção de um novo centro de tratamento de câncer. O conteúdo da caixa trouxe à tona memórias da década de 1990 e emocionou funcionários e pacientes.
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Tempo de leitura: 3 minutos

Uma cápsula para o futuro

A cápsula, revestida de chumbo, foi enterrada durante uma cerimônia em 1991, quando a instituição lançava as bases para um novo prédio do complexo hospitalar. A princesa de Gales, presidente honorária do hospital desde 1989, participou da inauguração e era conhecida por visitar regularmente crianças internadas no GOSH.

Dois jovens, vencedores de um concurso nacional, foram escolhidos para selecionar objetos que representassem a vida nos anos 1990. Eles contribuíram com itens simbólicos para a cápsula, que ficou lacrada por mais de três décadas.

Os itens guardados por Lady Di

Dentro da cápsula, foram encontrados objetos que capturam a essência da época:

  • Um CD da cantora australiana Kylie Minogue;

  • Um passaporte europeu;

  • Uma calculadora;

  • Uma TV de bolso — item que emocionou os presentes;

  • Sementes de árvores;

  • Uma coleção de moedas britânicas;

  • Um holograma de floco de neve;

  • Uma folha de papel reciclado.

Janet Holmes, especialista em brinquedos terapêuticos no hospital, lembrou com carinho da TV portátil:

“Ver a TV de bolso ali me trouxe tantas lembranças — eu tinha comprado uma para o meu marido na época, para quando ele tivesse folgas enquanto dirigia seu ônibus. Elas eram muito caras naquela época!”

Emoção entre os funcionários

O reencontro com os objetos foi marcante para antigos e novos funcionários do hospital. Rochana Redkar, pesquisadora clínica da Unidade de Hematologia Oncológica Pediátrica, compartilhou sua emoção ao participar do evento:

“Foi maravilhoso estar aqui. Eu tinha acabado de entrar para o GOSH há seis meses e fiquei animada por participar da remoção da cápsula do tempo, que estava enterrada no ano em que nasci!”

Para muitos, o momento representou uma conexão entre gerações e entre o passado e o futuro do hospital.

Princesa Diana e sua relação com o hospital

A presença de Diana no GOSH foi marcante. Conhecida por sua dedicação a causas sociais e humanitárias, a princesa visitava frequentemente crianças internadas e participou ativamente da cerimônia de 1991. Sua ligação com o hospital se tornou um símbolo de sua personalidade acolhedora e de seu trabalho em prol da saúde infantil.

A reabertura da cápsula agora coincide com um novo marco na história do hospital: a construção de um centro de tratamento oncológico pediátrico de ponta, que promete ampliar os recursos para enfrentar o câncer infantil.

Um registro da década de 1990

Para os especialistas do GOSH, os objetos encontrados representam mais do que simples itens de consumo: são marcos culturais de uma década marcada por mudanças tecnológicas, musicais e sociais. Para o hospital, o evento simboliza a importância da memória e da evolução, conectando a tradição com os avanços médicos e tecnológicos atuais.


A reabertura da cápsula do tempo enterrada por Princesa Diana em 1991 trouxe memórias da década de 1990 e reforçou sua relação com o hospital infantil londrino. Enquanto novos projetos são construídos, o momento conecta passado e futuro, celebrando a história e o legado de Lady Di.

 

[ Fonte: CNN Brasil ]

 

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