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Tragédia em hospital de Nova York: homem é sugado por máquina de ressonância e morre diante da esposa

O que era para ser uma simples ida ao hospital terminou em fatalidade. Um homem de 61 anos morreu após ser violentamente atraído por uma máquina de ressonância magnética, diante da esposa. O motivo? Um objeto metálico no pescoço que ninguém percebeu — até que fosse tarde demais.
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Tempo de leitura: 3 minutos

Uma manhã comum se transformou em uma cena de horror em um hospital no leste de Nova York. Um homem que acompanhava a esposa para exames médicos entrou sem autorização em uma sala de ressonância magnética enquanto o aparelho estava em funcionamento. O colar de metal que usava foi puxado com força pelo campo magnético, causando sua morte minutos depois. O caso chocou os Estados Unidos e levanta questões sobre falhas de segurança hospitalar.

Um acidente tão inesperado quanto devastador

Keith McAllister, de 61 anos, havia ido ao centro médico Aussau Open MRI, no condado de Nassau, para acompanhar a esposa, Adrienne Jones-McAllister, que faria exames de imagem. Sem estar autorizado, ele entrou na sala onde funcionava o aparelho de ressonância magnética.

O que parecia um simples descuido teve consequências fatais. McAllister usava no pescoço uma corrente grossa e pesada com um cadeado — objeto que costumava usar para prender seus pertences no armário da academia. Ao entrar na sala com o equipamento em operação, o metal foi violentamente puxado pelo campo magnético da máquina.

“Ele me disse adeus com a mão, e depois caiu”

Adrienne, que presenciou tudo, descreveu a cena como uma das mais traumáticas de sua vida. “A máquina o girou no ar de repente e o puxou com força. Foi como se alguém arrancasse o corpo dele”, contou em entrevista a uma emissora local. “Ele ainda me acenou com a mão. Depois, caiu no chão, completamente mole.”

Após o impacto, Keith foi transferido com urgência para outro hospital, mas não resistiu aos ferimentos internos graves. Médicos tentaram reanimá-lo, mas ele morreu pouco depois de dar entrada. A polícia de Nassau classificou o caso como um “acidente”.

O perigo invisível das salas de ressonância

A morte de Keith McAllister escancarou os riscos silenciosos das salas de ressonância magnética e a importância de protocolos rígidos de segurança
© National Cancer Institute

Equipamentos de ressonância magnética utilizam campos magnéticos extremamente potentes para gerar imagens detalhadas do corpo humano. Por esse motivo, os protocolos de segurança para acesso às salas são rigorosos. Nenhum objeto metálico — desde moedas até próteses — deve estar presente no ambiente, pois podem ser atraídos com força suficiente para causar ferimentos graves ou até mortes, fenômeno conhecido como “efeito míssil”.

Tanto pacientes quanto funcionários passam por triagem antes de entrar nessas salas. No entanto, neste caso, Keith entrou sem ser detectado por qualquer membro da equipe, o que indica uma falha grave nos procedimentos de controle.

Falhas de segurança em questão

Após o incidente, crescem os questionamentos sobre a conduta da equipe médica e dos responsáveis pelo hospital. Como alguém pôde acessar uma área de risco com um objeto metálico visível sem ser abordado? Por que a máquina estava ligada se não havia paciente autorizado no local?

Especialistas em radiologia alertam que acidentes em salas de ressonância são raros, mas possíveis quando normas básicas não são seguidas. “É uma tecnologia poderosa, mas também perigosa se usada sem o devido cuidado”, destacou um técnico ouvido pela imprensa local.

Um luto marcado por um erro evitável

A tragédia abalou a família McAllister e expôs uma falha grave em um ambiente que deveria ser seguro. “Tudo aconteceu tão rápido. Ele só queria me acompanhar, me dar apoio. Nunca imaginei que isso pudesse acontecer dentro de um hospital”, lamentou Adrienne, ainda em choque.

A morte de Keith McAllister escancarou os riscos silenciosos das salas de ressonância magnética e a importância de protocolos rígidos de segurança. Mais do que um acidente trágico, o caso serve como alerta para que falhas como essa não se repitam. Afinal, em ambientes de alta tecnologia médica, o mínimo esperado é que vidas sejam protegidas — e não perdidas.

 

[ Fonte: TN ]

 

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