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Carrefour vende 700 lojas nesse país e muda estratégia global

O Carrefour está se despedindo de um país da América Latina após mais de quatro décadas de operação. A rede francesa anunciou planos para vender cerca de 650 a 700 lojas, marcando uma das maiores reestruturações de sua história recente.
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Tempo de leitura: 2 minutos

Apesar da notícia de saída do Carrefour da Argentina, as lojas seguem operando normalmente até a conclusão do processo, que deve ser anunciada ainda em outubro de 2025. O Deutsche Bank foi contratado para conduzir as negociações, que podem movimentar entre US$ 800 milhões e US$ 1,5 bilhão.

Entre os interessados na compra estão grandes nomes do varejo argentino, como Coto e o empresário Francisco De Narváez, do grupo GDN, além de fundos internacionais atentos ao potencial de revitalização do setor supermercadista no país. As discussões incluem tanto a venda integral da operação quanto a possibilidade de parcerias estratégicas.

Por que o Carrefour está deixando a Argentina?

Carrefour vende 700 lojas nesse país e muda estratégia global
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O Carrefour chegou à Argentina em 1982, tornando-se uma das redes mais conhecidas do país. Mas a instabilidade econômica, somada à alta inflação e volatilidade cambial, reduziu a rentabilidade da operação. Diante desse cenário, o grupo decidiu redirecionar recursos para regiões com crescimento mais previsível e sustentável.

A saída do Carrefour é mais um capítulo das transformações que o varejo argentino vem enfrentando. A perda de um player histórico pode abrir espaço para novos investidores e redes locais, mas também levanta dúvidas sobre o futuro do consumo no país, já pressionado pela crise e pela queda do poder de compra.

O que vem pela frente

Caso a venda se concretize, o Carrefour deve manter presença indireta na Argentina por meio de licenciamento da marca ou acordos operacionais. Enquanto isso, o foco da empresa se volta para o Brasil, onde o grupo mantém uma das suas operações mais lucrativas da América Latina.

Com essa decisão, o Carrefour reforça sua busca por eficiência global e por mercados que ofereçam retorno mais estável — uma tendência cada vez mais comum entre gigantes do varejo que tentam equilibrar expansão e segurança financeira.

[Fonte: Diário do Comércio]

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