O que é o alongamento ósseo

Originalmente desenvolvido para corrigir diferenças no comprimento das pernas causadas por traumas ou condições genéticas, o alongamento ósseo consiste em cortar o fêmur ou a tíbia e instalar um fixador externo que separa lentamente os fragmentos do osso.
À medida que o espaço aumenta, o corpo cria novo tecido ósseo, permitindo um crescimento médio de até 10% da altura total do paciente.
Um procedimento lento e doloroso
O aumento de altura é gradual, com crescimento máximo de 1 mm por dia. Durante todo o processo, o paciente sente dor, pois músculos, vasos sanguíneos e nervos também se esticam junto com os ossos.
A fase pós-operatória é igualmente difícil: a mobilidade fica comprometida, exigindo fisioterapia intensiva para recuperar os movimentos.
Riscos e recomendações médicas
Apesar de ser considerada segura quando realizada por especialistas, a cirurgia apresenta riscos de infecção, falha na consolidação óssea e lesões na pele.
O ortopedista Vitor Barion alerta que o procedimento só deve ser feito após avaliação psicológica rigorosa e total consciência dos riscos, especialmente quando motivado apenas por estética.
A cirurgia de alongamento ósseo permite crescer até 10% da altura total, mas é extremamente dolorosa e arriscada. Indicada principalmente para correções médicas, exige fisioterapia intensa, acompanhamento psicológico e consciência plena dos riscos. Especialistas recomendam cautela para quem busca o procedimento apenas por motivos estéticos.
[ Fonte: CNN Brasil ]