A política brasileira voltou ao centro das atenções globais após uma publicação do ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em apoio a Jair Bolsonaro. Em sua rede social, Trump acusou o Brasil de agir de forma injusta com o ex-presidente, gerando repercussões em diversos países e provocando uma resposta direta do presidente Lula. O episódio reacendeu tensões ideológicas entre os dois lados do Atlântico.
Trump defende Bolsonaro e provoca reação imediata

Em publicação feita na rede Truth Social, Donald Trump classificou como “terrível” a forma como o Brasil estaria tratando Jair Bolsonaro. Na mensagem, ele descreveu o ex-presidente brasileiro como alvo de uma “caça às bruxas” e afirmou que ele “não tem culpa de nada, exceto de lutar pelo povo”. Bolsonaro foi declarado inelegível em 2023 pelo TSE e responde a processo no STF por envolvimento em uma tentativa de golpe.
A fala de Trump ganhou destaque em veículos internacionais. O britânico The Guardian classificou a declaração como uma “forte defesa” do aliado ideológico. Já a BBC ressaltou que o comentário do ex-presidente americano provocou uma resposta rápida de Lula, que rejeitou qualquer tentativa de interferência estrangeira nos assuntos internos do Brasil.
Choque de líderes e cobertura global
A resposta brasileira veio em tom firme: Lula afirmou que o país “não aceitará tutela de ninguém”. O Jornal de Notícias, de Portugal, e o francês Le Monde interpretaram o episódio como um confronto direto entre os dois líderes, destacando que Trump teria iniciado o que chamaram de “hostilidades diplomáticas”.
A emissora Al Jazeera, por sua vez, destacou que Trump recorreu às redes para defender seu “colega da direita”, enquanto o Washington Post chamou atenção para a comparação feita por Trump entre sua própria situação jurídica e a de Bolsonaro.
A repercussão reforça como a figura do ex-presidente brasileiro continua dividindo opiniões não só no Brasil, mas também no cenário internacional, ao mesmo tempo em que a aliança ideológica entre Trump e Bolsonaro mantém seus reflexos mesmo após os respectivos mandatos.
[Fonte: O globo]