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Ciência

Especialistas fazem alerta: depois dos 50 anos, caminhada e natação já não bastam; musculação passa a ser essencial

Caminhar e nadar continuam sendo atividades importantes para a saúde, mas especialistas afirmam que, após os 50 anos, o treinamento de força é indispensável para preservar a massa muscular, fortalecer os ossos e reduzir o risco de doenças e mortalidade precoce.
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Tempo de leitura: 3 minutos

Durante muitos anos, a recomendação mais comum para quem passava dos 50 anos era simples: fazer caminhadas diárias ou praticar natação para manter a saúde. Embora essas atividades continuem trazendo benefícios importantes para o coração e para o condicionamento físico, pesquisas recentes mostram que elas não são suficientes para combater uma das principais consequências do envelhecimento: a perda progressiva de massa muscular.

É por isso que médicos, fisiologistas e profissionais de educação física têm reforçado uma nova orientação. Depois dos 50 anos, o treinamento de força deixa de ser apenas uma opção e passa a desempenhar um papel fundamental na manutenção da qualidade de vida e da independência ao longo do envelhecimento.

O maior desafio do envelhecimento é a perda de massa muscular

Segundo o preparador físico espanhol Álvaro Puche, formado em Ciências da Atividade Física e do Esporte, caminhar ou nadar, por si só, não oferecem estímulo suficiente para preservar a musculatura.

O principal motivo é a sarcopenia, condição caracterizada pela perda gradual de massa e força muscular que acompanha o envelhecimento.

Esse processo começa ainda por volta da terceira década de vida, mas acelera significativamente após os 50 anos. Sem um estímulo adequado, os músculos ficam cada vez mais fracos, comprometendo o equilíbrio, a mobilidade e a capacidade de realizar atividades do dia a dia.

Enquanto caminhadas e natação de intensidade moderada são excelentes para a saúde cardiovascular, elas não geram a sobrecarga necessária para interromper esse processo.

Já a musculação é considerada atualmente a estratégia mais eficaz para retardar e, em muitos casos, até reverter parte da perda muscular associada ao envelhecimento.

Apenas uma hora por semana já pode trazer benefícios

Uma das maiores vantagens do treinamento de força é que não é preciso passar horas na academia.

Um grande estudo que reuniu resultados de diversas pesquisas mostrou que cerca de 60 minutos semanais de exercícios de força já são suficientes para proporcionar benefícios importantes à saúde.

Segundo a análise, esse volume de treinamento pode reduzir entre 15% e 21% o risco de mortalidade por todas as causas.

Quando o foco é a saúde cardiovascular, a redução do risco de morte chega a aproximadamente 19%.

Os pesquisadores também observaram que os benefícios seguem uma curva em formato de “U”. Isso significa que existe um ponto em que os ganhos são máximos e que aumentar muito o volume de treinamento não necessariamente oferece vantagens adicionais.

Mulheres podem se beneficiar ainda mais

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Para as mulheres, o treinamento de força assume uma importância ainda maior após a menopausa.

Com a queda dos níveis de estrogênio, ocorre uma redução natural da densidade mineral óssea, aumentando o risco de osteopenia e osteoporose.

Exercícios com sobrecarga ajudam a estimular a formação óssea e podem contribuir para fortalecer regiões especialmente vulneráveis, como quadris e coluna, reduzindo também o risco de fraturas.

Além disso, manter uma boa massa muscular melhora a estabilidade corporal e diminui a probabilidade de quedas, uma das principais causas de lesões graves em idosos.

Caminhar continua sendo importante, mas não deve ser a única atividade

Os especialistas ressaltam que a recomendação não significa abandonar caminhadas, natação ou outras atividades aeróbicas.

Esses exercícios continuam sendo fundamentais para controlar a pressão arterial, melhorar a capacidade cardiorrespiratória, favorecer a circulação sanguínea e ajudar no controle do peso.

O ideal é combinar diferentes modalidades de exercício.

Enquanto o treinamento aeróbico protege o coração, o exercício de força preserva músculos, ossos e funcionalidade, formando uma combinação muito mais eficiente para um envelhecimento saudável.

Ainda existe resistência à musculação entre pessoas mais velhas

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© Pexels

Apesar do crescente número de evidências científicas, muitas pessoas acima dos 50 anos ainda evitam a musculação.

Em parte, isso acontece porque ainda existe a ideia de que academias e pesos são atividades voltadas apenas para jovens ou atletas. No entanto, essa percepção vem mudando à medida que profissionais de saúde passam a recomendar cada vez mais o treinamento de força como parte dos cuidados preventivos.

Quando realizado com orientação adequada e respeitando as limitações individuais, esse tipo de exercício é considerado seguro para a maioria das pessoas.

Mais do que aumentar músculos, o objetivo é preservar autonomia, mobilidade e qualidade de vida durante o envelhecimento. Por isso, incluir exercícios de força na rotina pode representar um dos investimentos mais importantes para manter a saúde nas próximas décadas.

 

[ Fonte: Xataka ]

 

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