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Europa vai aposentar o carimbo no passaporte; veja como será o novo sistema

A partir de outubro, 29 países europeus começarão a substituir o carimbo por um registro eletrônico com dados biométricos. O objetivo é aumentar a segurança nas fronteiras e monitorar a permanência de visitantes. A mudança afeta turistas brasileiros e viajantes de fora da União Europeia.
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Tempo de leitura: 3 minutos

A era do carimbo no passaporte está chegando ao fim na Europa. A partir de 12 de outubro, o continente dará início a uma mudança histórica em seus controles de fronteira. O novo Sistema de Entrada e Saída (EES) vai substituir o método tradicional por uma tecnologia digital baseada em biometria.

Como será a transição

Apesar da ausência de fronteiras totalmente abertas, a maioria dos latino-americanos pode viajar pela região sem necessidade de visto para estadias curtas.
© Unsplash

Segundo a União Europeia, a implantação do EES será gradual e acontecerá ao longo de seis meses, com conclusão prevista para 9 de abril de 2026. Até lá, os países adotarão progressivamente a nova tecnologia em suas fronteiras.

Entre os 29 países que participarão do sistema estão Portugal, Espanha, Itália, França e Alemanha, principais destinos turísticos de brasileiros. O EES também será adotado por países que não pertencem à União Europeia, mas fazem parte do espaço Schengen, como Suíça, Noruega, Islândia e Liechtenstein.

O que vai mudar para os viajantes

A partir desta semana, visitantes de três países voltarão a precisar de visto para entrar no Brasil.
© Unsplash

Em vez de receber um carimbo no passaporte, o visitante terá seus dados biométricos coletados na chegada. O sistema armazenará informações como foto facial e impressões digitais, além de registrar a data de entrada e saída de cada viajante.

A medida vale para todos que não possuam cidadania da União Europeia ou dos países associados ao espaço Schengen. Isso significa que turistas brasileiros, americanos, britânicos, canadenses e de outras nacionalidades precisarão passar pelo procedimento.

O EES será aplicado tanto a quem precisa de visto de curta duração (até 90 dias) quanto a quem tem isenção de visto — caso do Brasil.

Dados coletados e funcionamento do EES

Para quem possui visto de curta duração, o sistema armazenará apenas a imagem facial. Já para os que entram sem visto, o agente solicitará quatro impressões digitais e uma foto do rosto.

O sistema contará com totens de autoatendimento em aeroportos e fronteiras terrestres. Alguns países também poderão oferecer aplicativos de pré-cadastro, permitindo agilizar o processo.

Ainda assim, a palavra final continuará sendo do agente de imigração, que poderá negar a entrada no país ou solicitar uma nova coleta de dados caso identifique necessidade.

Por que a mudança acontece agora

De acordo com a União Europeia, o novo modelo tem três objetivos principais:

  • Reforçar a segurança contra imigração irregular e fraudes;

  • Agilizar os processos de entrada, reduzindo filas em aeroportos e fronteiras;

  • Padronizar os dados coletados, garantindo mais eficiência no monitoramento.

Além disso, o EES ajudará a controlar a duração da estadia de até 90 dias, uma exigência frequente para turistas. Hoje, esse cálculo depende da análise manual dos carimbos, o que pode gerar erros e inconsistências.

Lista de países que adotarão o EES

  • Áustria

  • Bélgica

  • Bulgária

  • Croácia

  • Chéquia (República Tcheca)

  • Dinamarca

  • Estônia

  • Finlândia

  • França

  • Alemanha

  • Grécia

  • Hungria

  • Islândia

  • Itália

  • Letônia

  • Liechtenstein

  • Lituânia

  • Luxemburgo

  • Malta

  • Países Baixos (Holanda)

  • Noruega

  • Polônia

  • Portugal

  • Romênia

  • Eslováquia

  • Eslovênia

  • Espanha

  • Suécia

  • Suíça

O que esperar no futuro

O fim do carimbo tradicional marca uma virada na forma como a Europa lida com visitantes estrangeiros. Embora especialistas apontem benefícios em termos de segurança e praticidade, também há críticas quanto à privacidade dos dados biométricos e ao risco de falhas técnicas nos primeiros meses de operação.

Para turistas, a mudança representa menos burocracia em alguns aspectos, mas também a necessidade de se adaptar a novos processos de controle. Uma coisa é certa: a experiência de atravessar fronteiras na Europa nunca mais será a mesma.

 

[ Fonte: CNN Brasil ]

 

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