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Fãs rejeitam final de Round 6 e usam IA para criar versões alternativas (algumas bizarras)

A terceira temporada de Round 6 (Squid Game) dividiu os fãs, e muitos já estão criando finais alternativos com inteligência artificial. De cenas absurdas a reinterpretações dramáticas, plataformas como o Veo 3 da Google estão sendo usadas para reescrever histórias — e desafiar os criadores originais das séries mais populares.
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Tempo de leitura: 2 minutos

O fim de uma série amada quase sempre gera controvérsia. A conclusão de Round 6 não escapou dessa regra e deixou muitos fãs insatisfeitos. Só que agora, em vez de reclamar apenas nas redes sociais, espectadores têm uma nova ferramenta à disposição: a inteligência artificial. Com ela, estão criando — e publicando — finais alternativos para a série sul-coreana, em um movimento que mistura criatividade, revolta e um toque de humor bizarro.

 

IA: a nova válvula de escape dos fãs frustrados

Final decepcionante? Basta escrever um prompt e gerar outra versão. Essa tem sido a resposta de muitos fãs ao desfecho da terceira temporada de Round 6. A série sul-coreana chegou ao fim e, como era de se esperar com qualquer fenômeno cultural, dividiu opiniões. Só que em 2025, a tecnologia permite algo inédito: assistir a um final alternativo realista criado por inteligência artificial.

Ferramentas como o Veo 3, da Google, já estão sendo usadas para gerar vídeos com qualidade surpreendente — incluindo cenas que vão de batalhas surreais entre personagens a sequências emocionalmente densas, ainda que nem sempre coerentes.

 

De paródias a dramas gerados por IA

Nas redes sociais como TikTok e Instagram, vídeos absurdos com finais recriados viralizaram. Há desde Player 456 lutando com um bebê CGI armado com uma faca até versões onde o mesmo bebê é chutado em um abismo. Outros usuários optaram por recriar tramas mais sentimentais — como o crescimento do filho do Player 222.

Boa parte desse conteúdo tem tom humorístico, mas o fenômeno demonstra como a IA está facilitando o acesso à criação audiovisual. Com alguma paciência e conhecimento de prompts, qualquer um pode “reescrever” uma história — ou pelo menos ver uma versão convincente dela.

 

Criar um final alternativo dá trabalho (mesmo com IA)

Embora pareça simples, gerar um vídeo minimamente coerente com IA exige muito mais do que digitar um comando. Criadores como PJ Ace, que conseguiu exibir um comercial gerado com o Veo 3 durante as finais da NBA, relatam que seu vídeo de 30 segundos precisou de entre 300 e 400 gerações para alcançar um resultado satisfatório.

Isso mostra que, apesar do avanço da tecnologia, o processo criativo com IA ainda demanda tempo, tentativa e erro — o que talvez limite a produção de versões mais sérias ou “BAFTA-worthy” dos finais de série.

 

A próxima tendência em fandoms?

O uso de IA para reimaginar o final de Round 6 pode ser só o começo. Finais polêmicos sempre existiram — Game of Thrones, Dexter, Lost, Os Sopranos —, mas agora os fãs têm a chance de “consertá-los” visualmente. Não mais apenas fanfics ou teorias, mas vídeos completos com atuações geradas, cenários recriados e histórias alternativas.

Esse tipo de reinterpretação digital tem potencial para se tornar uma nova forma de expressão cultural dos fãs, e talvez até pressionar estúdios a considerar as vozes de seus públicos com mais atenção.

 

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