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Mundo

Menino de 5 anos de Paraíso entra para sociedade internacional de superdotados

Um garoto brasileiro está chamando atenção dentro e fora do país: com apenas 5 anos, João Vítor de Castro já lê, escreve, fala inglês e tem QI de 137. O talento precoce garantiu a ele uma vaga no Mensa Brasil, sociedade internacional de superdotados, reconhecida por reunir pessoas no percentil 98 ou superior em testes de inteligência.
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Tempo de leitura: 3 minutos

Desde muito cedo, João Vítor demonstrou sinais de curiosidade incomum. Aos 1 ano e meio já reconhecia letras e slogans. Aos 2 anos e meio, aprendeu sozinho o alfabeto em Libras. E, com apenas 3 anos, leu placas na rua que surpreenderam os pais: “João do Gás”, “Unimed”. Pouco depois, deixou seu primeiro bilhete escrito para o irmão gêmeo: “come não, José”.

A mãe, Gisele Castro, conta que “brincar, para ele, é aprender”. Em casa, a família sempre incentivou com jogos de letras, leitura e quebra-cabeças. Já na escola, professores notaram que o avanço estava bem acima da série escolar e recomendaram avaliação neuropsicológica.

O laudo que mudou tudo

Foram cerca de dez sessões com especialistas, que aplicaram testes de memória, linguagem, raciocínio e comportamento. O resultado confirmou o que todos já suspeitavam: João Vítor tem altas habilidades/superdotação.

Com esse laudo, a família enviou a documentação para a Mensa Brasil — e veio a confirmação da aceitação. Agora, o menino de Paraíso faz parte de uma rede internacional que conecta pessoas com inteligência acima da média em diferentes áreas.

Entre o avanço e a infância

Apesar de dominar conteúdos de alunos do 2º e 3º ano, João Vítor continua matriculado no Pré-5. A família poderia acelerar sua trajetória escolar, mas prefere cautela. “Ele ainda é criança. O emocional precisa caminhar junto com a parte intelectual, e há também o vínculo com o irmão gêmeo”, explica a mãe.

Essa escolha reflete um dilema comum para famílias de superdotados: até onde estimular sem perder o equilíbrio emocional? A solução encontrada foi oferecer desafios cognitivos extras, mas manter a rotina infantil.

Rotina, interesses e curiosidades

A vida de João Vítor é organizada em um quadro na cozinha, com horários de terapias, provas e atividades. A rotina ajuda a controlar a ansiedade. No dia a dia, ele pede sempre: “Mamãe, imprime atividade”. Essa fome de aprender já o levou por fases de obsessão: planetas, anos-luz, cálculos matemáticos.

Ele também adora xadrez, jogos de tabuleiro com regras avançadas, inglês (com toques de espanhol e até russo), além de natação e recreação física. Socialmente, se dá bem com colegas da mesma idade, mas também busca conversas complexas com alunos mais velhos e adultos.

Desafios no interior

Paraíso, sua cidade natal, ainda tem poucas opções para crianças superdotadas. Nem cursos como Kumon estão disponíveis. A solução encontrada pelos pais foi improvisar: aulas particulares, jogos educativos, pesquisas próprias no computador e até interações com a Alexa.

“Se for preciso, vamos investir em professores alinhados aos interesses dele”, diz a mãe. Para ela, o mais importante é não sufocar o potencial e, ao mesmo tempo, preservar a infância.

No fim das contas, João Vítor é descrito de forma simples pela mãe: “Um gênio em casa tentando descobrir o mundo, mas ainda só uma criança — e queremos que continue sendo criança”. O equilíbrio entre estímulo e afeto é a chave que a família aposta para que o talento floresça sem pressa.

[Fonte: Jornal do Sudoeste]

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