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Meta deixa aliança global de energia renovável após investir em usinas a gás para alimentar IA

A Meta abandonou uma das principais iniciativas corporativas de energia renovável do mundo. A decisão ocorre em meio à corrida por infraestrutura para inteligência artificial e reacende o debate sobre sustentabilidade.
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Tempo de leitura: 3 minutos

A expansão da inteligência artificial está mudando não apenas a indústria da tecnologia, mas também a estratégia energética das maiores empresas do planeta. A Meta, dona do Facebook, Instagram e WhatsApp, acaba de deixar uma importante aliança internacional voltada ao uso exclusivo de eletricidade renovável. A decisão está ligada aos investimentos da companhia em novas usinas movidas a gás natural para abastecer seus futuros centros de dados.

Meta deixa uma das maiores alianças climáticas do mundo

A Meta confirmou sua saída da RE100, iniciativa internacional criada pela organização britânica Climate Group para incentivar grandes empresas a utilizarem apenas eletricidade proveniente de fontes renováveis.

O grupo reúne 444 empresas, entre elas Apple, Google e Microsoft, que assumiram compromissos públicos relacionados à transição energética.

A empresa havia aderido ao programa em 2016, mas seu nome já não aparece mais entre os integrantes da iniciativa.

A mudança foi divulgada inicialmente pelo portal especializado Recharge News e posteriormente confirmada pela própria Meta.

O crescimento da inteligência artificial está por trás da mudança

Meta deixa aliança global de energia renovável após investir em usinas a gás para alimentar IA
© Unsplash

A saída acontece em um momento de forte expansão da infraestrutura necessária para desenvolver modelos de inteligência artificial.

Empresas de tecnologia vêm investindo bilhões de dólares na construção de novos centros de dados, instalações que exigem enormes quantidades de eletricidade para alimentar servidores e sistemas de processamento.

Para garantir esse fornecimento energético, a Meta fechou acordos com concessionárias para viabilizar novas usinas movidas a gás natural.

Segundo um porta-voz da empresa, a companhia continuará ampliando seus investimentos em fontes renováveis e mantém o objetivo de compensar todo o consumo de eletricidade com energia limpa.

No entanto, essa estratégia já não atende aos critérios exigidos pela RE100.

O que motivou a exclusão da Meta

De acordo com o Climate Group, houve diversas conversas entre as duas partes antes da decisão.

A organização afirmou que a Meta deixou de cumprir os requisitos técnicos da iniciativa devido aos investimentos realizados em novas fontes de geração baseadas em gás natural.

Embora o gás emita menos dióxido de carbono do que combustíveis como carvão e petróleo, ele continua sendo uma fonte fóssil.

Além disso, sua extração pode provocar vazamentos de metano, um dos gases de efeito estufa mais potentes da atmosfera e considerado um dos principais fatores de impacto climático associados a esse combustível.

Por isso, o Climate Group entende que projetos desse tipo são incompatíveis com as exigências estabelecidas pela RE100.

Meta não está sozinha nessa mudança de estratégia

A decisão da Meta reflete uma tendência que começa a ganhar força entre as gigantes da tecnologia.

Com o avanço acelerado da inteligência artificial, cresce também a demanda por fontes de energia capazes de fornecer eletricidade de forma contínua e em grande escala.

Nesse cenário, algumas empresas passaram a recorrer ao gás natural como alternativa para atender ao aumento do consumo energético.

Recentemente, a Microsoft assinou um acordo com a Chevron para utilizar eletricidade gerada por gás natural em um centro de dados localizado no Texas.

Segundo veículos especializados, o Google também firmou contratos semelhantes.

Esses movimentos mostram o desafio enfrentado pelo setor: equilibrar metas de sustentabilidade com a necessidade urgente de ampliar a capacidade computacional exigida pelos sistemas de inteligência artificial.

Enquanto empresas mantêm compromissos públicos de redução das emissões de carbono, o crescimento explosivo dos data centers coloca pressão sobre a infraestrutura elétrica disponível e reacende o debate sobre quais fontes de energia serão capazes de sustentar a próxima geração de tecnologias digitais.

[Fonte: El universal]

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