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Tecnologia

Meta exige que equipe do Metaverso trabalhe cinco vezes mais rápido — com ajuda da inteligência artificial

A Meta quer acelerar o ressurgimento do Metaverso com inteligência artificial. Segundo uma mensagem interna, a empresa espera que 80% dos funcionários da divisão usem IA diariamente até o fim do ano — e que a produtividade aumente cinco vezes, não apenas 5%. O objetivo: salvar o projeto mais caro (e polêmico) de Mark Zuckerberg.
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Tempo de leitura: 2 minutos

O Metaverso pode ter saído dos holofotes, mas ainda não morreu. Agora, a Meta tenta reanimá-lo com o poder da inteligência artificial. Em um comunicado interno obtido pela 404 Media, o vice-presidente de Metaverso, Vishal Shah, determinou que as equipes devem usar IA para multiplicar sua produtividade por cinco até o fim do ano. O recado: é hora de pensar em “5X”, não “5%”.

IA para ressuscitar o Metaverso

A Meta, que gastou quase US$ 50 bilhões no desenvolvimento de sua plataforma de realidade virtual e aumentada, viu o entusiasmo inicial evaporar. O Metaverso, que já foi o maior sonho de Mark Zuckerberg, perdeu espaço para a onda da IA generativa — e agora a própria Meta quer usar essa tecnologia para acelerar o que restou de seu projeto original.

Segundo Shah, a IA deve ser incorporada a todas as bases de código e fluxos de trabalho da divisão. “Um salto de 5X em produtividade não é sobre pequenas melhorias incrementais, é sobre repensar completamente como trabalhamos, criamos e inovamos”, escreveu o executivo.

A meta é ambiciosa: 80% dos funcionários ligados ao Metaverso devem ter a IA integrada às suas rotinas diárias até o final de 2025.

De aposta bilionária a reinvenção forçada

Quando a Meta mudou de nome em 2021, o Metaverso era o centro de sua estratégia — uma promessa de um mundo virtual tão importante quanto o smartphone. Hoje, a prioridade de Zuckerberg mudou. A empresa está investindo bilhões em data centers nos Estados Unidos, recrutando engenheiros da OpenAI e posicionando a IA como o novo motor de crescimento.

Em abril, Zuckerberg disse a investidores que espera que agentes de IA realizem grande parte da pesquisa e desenvolvimento da companhia até meados do próximo ano. Um mês depois, reforçou que essas ferramentas deverão escrever a maior parte do código da Meta nos próximos 12 a 18 meses.

Novas regras para todos — não só engenheiros

O memorando de Vishal Shah deixa claro que a ordem não se aplica apenas a desenvolvedores. Gerentes de produto, designers e profissionais de UX também deverão “arregaçar as mangas” e começar a prototipar, corrigir bugs e testar ideias com ciclos de feedback medidos em horas, não em semanas.

A ideia é eliminar obstáculos e acelerar os experimentos, usando modelos de IA para simular, gerar e refinar protótipos rapidamente. O ritmo de trabalho deve se aproximar do das startups, com entregas contínuas e aprendizado constante.

O futuro (talvez) híbrido da Meta

A pressão interna revela o novo foco da Meta: fundir o Metaverso e a IA em uma mesma visão estratégica. O que antes era um universo virtual isolado agora tenta se reinventar como um ecossistema inteligente, onde assistentes virtuais, avatares e espaços digitais se misturam.

Um porta-voz da empresa confirmou ao Gizmodo que “a IA é uma prioridade central” e que está sendo usada para ajudar funcionários em suas tarefas diárias.

Enquanto isso, Zuckerberg tenta equilibrar o legado do Metaverso com a corrida global da IA. E, se depender de Vishal Shah, o sucesso dependerá de uma nova fórmula: menos tempo, mais código — e muito mais inteligência artificial.

 

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