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Tecnologia

Nova febre nas redes: vídeos de famosos viram “bebês” com ajuda da inteligência artificial

Uma tendência curiosa e divertida tomou conta do TikTok: vídeos de celebridades como se fossem crianças. Criados com inteligência artificial, esses conteúdos acumulam milhões de visualizações e arrancam risadas e comentários irônicos. Mas, por trás da brincadeira, surgem também alertas sobre privacidade e uso responsável da tecnologia.
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Tempo de leitura: 2 minutos

Com rostinhos infantis e vozes adultas, celebridades brasileiras estão viralizando no TikTok em versões “fofinhas” recriadas por inteligência artificial. A nova tendência conhecida como “memes baby” mistura humor, nostalgia e tecnologia para transformar vídeos conhecidos em cenas que parecem saídas de um desenho animado — mas que levantam discussões sobre os limites do uso de deepfakes.

 

Famosos viram “bebês” e viralizam

A trend ganhou força com versões infantis de vídeos de personalidades populares como Davi Brito, campeão do BBB 24, o humorista Whindersson Nunes e a cantora Jojo Toddynho. As montagens utilizam recursos de inteligência artificial para transformar os rostos dos famosos, mantendo a voz original e o cenário inalterado — criando a ilusão de que são crianças interpretando os vídeos.

Os comentários do público variam entre o encantamento e o deboche. “Espero que meu psicólogo nunca saiba o quanto eu vejo esses bebês no TikTok”, brincou uma usuária. Outros ironizam: “Tão pequena e já sabe fazer piada com punchline” ou “Ela fala como uma adulta, impressionante!”.

 

Como a trend funciona

A criação dos “memes baby” depende do uso de aplicativos de deepfake, que aplicam filtros baseados em inteligência artificial para remodelar rostos em vídeos e sincronizar os movimentos labiais com precisão. A técnica, antes limitada a especialistas, hoje está acessível por meio de apps que qualquer usuário pode baixar.

O resultado são vídeos visualmente convincentes, onde apenas quem conhece o conteúdo original consegue perceber que houve manipulação. “Vou mostrar esse vídeo pra minha avó”, escreveu um internauta. Outro respondeu: “Se minha mãe ver, ela acredita que é real”.

 

Entre o humor e o risco

Apesar do tom leve e cômico da tendência, especialistas alertam para o uso ético dessas ferramentas. As mesmas tecnologias que criam vídeos engraçados de celebridades podem ser usadas para manipular informações ou enganar pessoas de forma mal-intencionada. O uso de deepfakes em contextos políticos ou criminosos já gerou preocupações em diversos países.

Além disso, há o risco de exposição de dados pessoais. Muitos dos aplicativos utilizados para criar esses conteúdos pedem acesso a imagens, vídeos e até áudios dos usuários. Por isso, é importante verificar os termos de uso, entender quais dados estão sendo coletados e pesquisar se a empresa desenvolvedora tem um histórico confiável.

 

Um futuro em constante transformação

A popularidade dos “memes baby” mostra como as ferramentas de IA estão se tornando parte do cotidiano digital — e como a fronteira entre o real e o fabricado fica cada vez mais tênue. Embora, neste caso, o objetivo seja o entretenimento, o fenômeno reforça a necessidade de educação digital, especialmente para evitar que tecnologias criadas para divertir sejam usadas para desinformar.

 

[ Fonte: G1.Globo ]

 

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