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Tecnologia

Novo estudo mostra o que pacientes esperam da inteligência artificial nos hospitais

Marcar consultas, renovar receitas e tirar dúvidas com inteligência artificial já faz parte da rotina de muitos pacientes. Mas uma pesquisa mostra que a confiança depende de um fator decisivo.
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Tempo de leitura: 3 minutos

A inteligência artificial deixou de ser uma promessa distante na área da saúde e passou a fazer parte do atendimento de milhões de pessoas. Hoje, ela já auxilia desde tarefas administrativas até o acesso a informações médicas. No entanto, um novo estudo internacional revela que os pacientes não rejeitam essa tecnologia — eles apenas esperam que ela seja utilizada da maneira certa.

A confiança na inteligência artificial depende mais do contexto do que da tecnologia

Novo estudo mostra o que pacientes esperam da inteligência artificial nos hospitais
© Unsplash

Agendar uma consulta, solicitar a renovação de uma receita ou esclarecer dúvidas sobre procedimentos médicos já pode ser feito com o auxílio da inteligência artificial em diversos sistemas de saúde ao redor do mundo.

À medida que essas ferramentas se tornam mais comuns, cresce também uma questão importante: até que ponto os pacientes realmente confiam na IA quando o assunto é saúde?

Uma pesquisa internacional realizada pela Salesforce, com mais de 3.200 pacientes de oito países, aponta uma resposta interessante.

Segundo o levantamento, os pacientes têm três vezes mais confiança em agentes de inteligência artificial integrados ao portal oficial de seu médico ou hospital do que em chatbots públicos ou sites genéricos sobre saúde.

O resultado sugere que a principal questão não está na tecnologia em si, mas no ambiente em que ela é utilizada.

Quando a IA faz parte de um sistema de saúde confiável, supervisionado por profissionais e protegido por protocolos de segurança, a aceitação aumenta significativamente.

Os pacientes aceitam a IA, mas não querem abrir mão dos médicos

Novo estudo mostra o que pacientes esperam da inteligência artificial nos hospitais
© Unsplash

O estudo, chamado Connected Health Consumer, mostra que a maioria das pessoas enxerga a inteligência artificial como uma ferramenta de apoio, e não como substituta dos profissionais de saúde.

Segundo a pesquisa, nove em cada dez pacientes consideram indispensável que exista supervisão humana sempre que a IA participar do atendimento.

Entre as principais exigências apontadas pelos entrevistados estão:

  • acompanhamento permanente de médicos e profissionais da saúde;
  • possibilidade de conversar com uma pessoa sempre que necessário;
  • direito de recusar recomendações produzidas pela inteligência artificial;
  • transparência sobre a forma como os dados médicos são utilizados.

Na prática, os pacientes demonstram estar dispostos a utilizar novas tecnologias desde que elas reforcem, e não eliminem, o papel dos profissionais responsáveis pelo atendimento.

Essa visão acompanha uma mudança importante na forma como a IA vem sendo aplicada na medicina.

Em vez de assumir decisões clínicas complexas, muitas soluções atuais concentram esforços em atividades que costumam gerar atrasos e burocracia.

A maior aceitação acontece justamente nas tarefas administrativas

Quem já precisou esperar dias ou semanas para conseguir uma consulta, renovar uma receita médica ou resolver uma questão administrativa conhece bem alguns dos problemas que a inteligência artificial pretende reduzir.

Segundo o estudo da Salesforce, é justamente nessas atividades que a tecnologia recebe maior aprovação dos pacientes.

A pesquisa mostra que 66% dos entrevistados já enfrentaram dificuldades para obter medicamentos devido à demora na emissão ou renovação de receitas médicas.

Automatizar esses processos pode reduzir filas, acelerar atendimentos e liberar mais tempo para que médicos e equipes de saúde se concentrem em atividades clínicas.

O levantamento também revela que a transformação já está em andamento.

Quase 60% dos pacientes afirmam utilizar inteligência artificial para buscar informações relacionadas à saúde.

Além disso, 61% dizem sentir-se confortáveis ao interagir com agentes inteligentes em serviços médicos, enquanto 64% aceitariam compartilhar seu histórico clínico caso isso permitisse diagnósticos mais rápidos e personalizados.

Entre os próprios profissionais da saúde, o cenário também aponta para uma adoção crescente.

Segundo outra pesquisa citada pela Salesforce, 71% dos trabalhadores do setor nos Estados Unidos acreditam que a inteligência artificial será essencial para o funcionamento dos sistemas de saúde nos próximos cinco anos.

Apesar desse avanço, duas preocupações continuam aparecendo com frequência entre os pacientes: a precisão das recomendações produzidas pela IA e a proteção dos dados médicos.

Por isso, os pesquisadores concluem que o futuro da inteligência artificial na medicina dependerá da combinação entre tecnologia, supervisão profissional e transparência no tratamento das informações.

Mais do que substituir médicos, a tendência aponta para um modelo em que inteligência artificial e profissionais atuam lado a lado, tornando o atendimento mais ágil sem comprometer a confiança, a segurança e a qualidade do cuidado oferecido aos pacientes.

[Fonte: El destape]

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