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O Cybertruck lidera a queda dos carros usados da Tesla nos EUA

Mesmo um modelo cercado de expectativas pode se tornar um problema para sua própria marca. O que antes era símbolo de inovação e força no mercado agora virou destaque negativo, refletindo uma crise mais ampla e profunda que ameaça não apenas um veículo, mas toda a reputação de uma empresa.
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Tempo de leitura: 2 minutos

Um dos modelos mais comentados dos últimos anos sofre uma desvalorização recorde no mercado de usados, revelando uma crise que vai além das vendas e afeta toda a marca. Dados recentes mostram quedas preocupantes em toda a frota e indicam que fatores externos também pesam no cenário atual.

O início de um colapso inesperado

Apresentado em 2019 com a promessa de revolucionar o segmento de picapes e carregando a marca de “indestrutível”, o modelo chamou atenção pelo design futurista e pelo corpo em aço inoxidável. Porém, anos depois, a realidade é bem diferente: no mercado de usados, seus preços despencaram 30,35% no último ano, caindo para cerca de US$ 84.027, segundo dados da CarGurus. Essa queda dramática expõe que o veículo não conseguiu conquistar o público como esperado.

Impacto também nas vendas de novos

O desempenho ruim se repete no mercado de zero quilômetro. No segundo trimestre de 2025, a fabricante vendeu apenas 4.306 unidades do modelo, um recuo de 50,8% em relação ao mesmo período de 2024, de acordo com dados da Cox Automotive Kelley Blue Book. O resultado mostra que a baixa aceitação é consistente, afetando tanto revendas quanto concessionárias.

Uma crise que atinge toda a marca

A desvalorização não se limita a um único veículo. Em média, o preço de um Tesla usado nos Estados Unidos é agora de US$ 27.852, valor 14% menor que há um ano e abaixo da média geral de US$ 28.048 para todos os carros usados no país. Modelos icônicos também registraram quedas expressivas: o Model S caiu quase 23%, o Model X recuou 16% e o Model Y, o mais vendido globalmente entre elétricos, perdeu cerca de 12% no mercado de segunda mão.

O peso da imagem do CEO

Entre os fatores apontados para essa crise está a figura do próprio CEO. Suas recentes posições políticas e associação a iniciativas polêmicas no governo norte-americano afastaram parte da base original de clientes, tradicionalmente ligada a causas ambientais e progressistas. Protestos em concessionárias e queda nos lucros — 16,3% menores no segundo trimestre em comparação ao ano anterior — reforçam o impacto negativo dessa percepção pública.

Um símbolo em decadência

O modelo que antes representava o ápice da visão futurista da marca agora se tornou o maior exemplo de sua perda de força. Para reverter esse cenário, a empresa pode precisar repensar preços, comunicação e posicionamento de mercado. Até lá, a crise tende a continuar refletida tanto nas vendas quanto na imagem global.

Fonte: Gizmodo ES

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