A América do Sul é um verdadeiro espetáculo geológico, com cordilheiras, desertos e formações impressionantes. Mas um de seus países guarda um dos segredos naturais mais impactantes do planeta: uma das maiores concentrações de vulcões ativos e adormecidos do mundo. Um dado que não apenas surpreende, mas revela o quanto o território está vivo e em constante transformação.
Uma presença vulcânica que molda o país
O vulcanismo teve um papel fundamental na formação do relevo sul-americano. De acordo com o Programa de Vulcanismo Global do Instituto Smithsonian, essas gigantescas estruturas geológicas não apenas esculpiram a paisagem, mas também deixaram marcas profundas nas culturas e histórias das populações que vivem ao redor.
Neste cenário, o Chile se destaca como o país com o maior número de vulcões da América do Sul — e um dos maiores do mundo. O número impressiona: são 91 vulcões com atividade registrada desde o Holoceno, período geológico que compreende os últimos 12 mil anos.
Um território em constante mudança
Segundo dados da National Geographic, 35 desses vulcões chilenos entraram em erupção desde 1800, e 19 apresentaram atividade desde 1950. Isso mostra que, além da quantidade, há uma intensa atividade recente que mantém o país em estado de alerta permanente.

A razão por trás desse fenômeno está na geografia do Chile. O país faz parte do famoso Cinturão de Fogo do Pacífico, uma cadeia tectônica com cerca de 40 mil quilômetros que rodeia o oceano Pacífico. Essa região concentra cerca de 90% dos terremotos globais e abriga os vulcões mais ativos do planeta.
Entre os gigantes do planeta
Com base no relatório do Smithsonian, os cinco países com maior número de vulcões ativos ou com atividade registrada recentemente são:
- Estados Unidos: 165 vulcões do Holoceno, 63 ativos desde 1800, 42 desde 1950.
- Japão: 121 vulcões, 62 ativos desde 1800, 44 desde 1950.
- Indonésia: 116 vulcões, 74 ativos desde 1800, 59 desde 1950.
- Rússia: 115 vulcões, 49 ativos desde 1800, 33 desde 1950.
- Chile: 91 vulcões, 35 ativos desde 1800, 19 desde 1950.
Com esse cenário, o Chile, atualmente governado por Gabriel Boric, se confirma como uma das regiões mais sensíveis do mundo quando o assunto é vulcanismo e atividade sísmica. Uma convivência que mistura beleza, perigo e adaptação constante diante das forças da natureza.