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Tecnologia

OnlyFans pode estar prestes a mudar de dono — e o império pornô vai junto

A famosa plataforma de conteúdo adulto estaria em negociação para ser vendida por bilhões de dólares. O novo grupo interessado? Um fundo de investimento dos EUA com apetite por mídia, entretenimento e ativos digitais.
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Tempo de leitura: 2 minutos

A OnlyFans, plataforma sinônimo de conteúdo adulto na internet, pode estar prestes a trocar de mãos. Segundo a agência Reuters, a empresa-mãe da plataforma, a Fenix International Ltd., está em negociações para vender o negócio por cerca de US$ 8 bilhões a um grupo de investidores norte-americano.

 

Um império digital de bilhões

De acordo com fontes citadas pela Reuters, o grupo interessado é liderado pela Forest Road Company, uma firma de investimentos com sede em Los Angeles. No próprio site, a empresa se descreve como “não uma firma de investimento comum” e diz abraçar a complexidade e a criatividade para extrair valor onde outros veem limitações.

O histórico da Forest Road mostra interesse em setores como mídia, entretenimento e ativos digitais — categorias onde a OnlyFans se encaixa perfeitamente.

Embora ainda existam poucas informações oficiais, outras partes interessadas também estariam conversando com a Fenix. O site Gizmodo tentou contato com a OnlyFans, mas ainda não obteve resposta.

 

De fenômeno pandêmico a gigante da indústria

Lançada em 2016, a OnlyFans explodiu em popularidade durante a pandemia, oferecendo uma alternativa digital para usuários em busca de prazer enquanto evitavam o contato humano. A proposta era simples: criadores de conteúdo podiam vender fotos, vídeos e interações personalizadas diretamente aos seus seguidores — uma revolução no modelo tradicional da indústria pornô.

Em 2021, a empresa até cogitou banir conteúdos sexualmente explícitos, decisão que gerou revolta e foi revertida rapidamente. Desde então, a plataforma continua crescendo. Em 2024, os pagamentos realizados por meio do site aumentaram 19% em relação ao ano anterior, ultrapassando US$ 6,6 bilhões.

 

O bilionário por trás da plataforma

O ucraniano-americano Leonid Radvinsky comprou a empresa em 2019 e lucrou como poucos: só nos últimos três anos, acumulou cerca de US$ 1 bilhão em dividendos, segundo a Bloomberg. Agora, ele estaria pronto para “encerrar sua participação” e capitalizar o sucesso do negócio.

Apesar do sucesso financeiro, a plataforma também enfrenta críticas constantes. Há denúncias envolvendo tráfico sexual, presença de conteúdo abusivo envolvendo menores e processos movidos por usuários que descobriram que estavam conversando com terceiros, e não com os criadores reais.

 

O futuro da OnlyFans

Caso a venda se concretize, a OnlyFans poderá entrar em uma nova fase — talvez mais corporativa e menos polêmica. O interesse de fundos tradicionais em plataformas de conteúdo adulto indica que o mercado está amadurecendo e sendo encarado de forma mais estratégica. Ao mesmo tempo, cresce a pressão por mais transparência e responsabilidade sobre o conteúdo publicado.

 

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