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Putin convida Zelensky para reunião em Moscou e promete “segurança total”

Presidente russo afirma estar pronto para encontro com autoridades ucranianas, mas reforça oposição à presença da Otan na Ucrânia.
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Tempo de leitura: 3 minutos

Um convite inesperado no meio da guerra

O presidente da Rússia, Vladimir Putin, disse nesta sexta-feira (5) que está “pronto” para se reunir com autoridades ucranianas e convidou o presidente Volodymyr Zelensky para um encontro de alto nível em Moscou.

O anúncio foi feito durante um fórum econômico no Extremo Oriente russo. Putin afirmou que a Rússia garantirá segurança total para o presidente ucraniano e sua comitiva.

“Escutem, o lado ucraniano quer esta reunião e a está propondo. Estamos prontos para reuniões do mais alto nível… Estou pronto, por favor, venham. Garantia de cem por cento”, declarou o líder russo.

Apesar do convite, o Kremlin não forneceu detalhes sobre data, local exato ou condições para o encontro.

Condições e limites para negociações

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© X -@RoiLopezRivas

Putin também aproveitou o discurso para reafirmar a posição da Rússia sobre a Otan. O presidente disse que considera “inaceitável” qualquer possibilidade de a Ucrânia ingressar na aliança militar ocidental.

Segundo ele, qualquer presença de tropas da Otan em território ucraniano será vista como “alvo legítimo” durante o conflito.

“Se alguma tropa aparecer lá, especialmente durante as hostilidades em andamento, presumimos que serão alvos legítimos para derrota”, afirmou.

Putin acrescentou ainda que não vê necessidade da presença militar da Otan na Ucrânia caso seja firmado um acordo de paz “duradouro”.

O cenário atual da guerra

A guerra na Ucrânia, iniciada em fevereiro de 2022, já dura mais de três anos e segue sem perspectiva clara de resolução. A Rússia controla cerca de 20% do território ucraniano, incluindo as regiões de Donetsk, Luhansk, Kherson e Zaporizhzhia, anexadas por Moscou ainda em 2022.

Enquanto isso, as forças russas continuam avançando lentamente pelo leste, enquanto a Ucrânia realiza ataques ousados contra infraestrutura militar e logística dentro do território russo.

De acordo com analistas, o conflito permanece em um impasse estratégico, com ambos os lados evitando concessões significativas.

Pressão internacional e papel dos EUA

Trump E Putin Encontro
© X -@ActualidadRT

Os Estados Unidos, sob a presidência de Donald Trump, têm pressionado por um acordo de paz. Washington defende negociações diretas entre Moscou e Kiev, mas ainda não apresentou um plano formal que agrade ambas as partes.

Além disso, países europeus e organizações internacionais seguem divididos sobre como lidar com a guerra. Enquanto alguns defendem mais sanções contra Moscou, outros tentam intermediar conversas diplomáticas.

Impactos e riscos para os próximos meses

O conflito já deixou milhares de mortos, a maioria civis ucranianos, segundo estimativas de organizações humanitárias. Além disso, acredita-se que dezenas de milhares de soldados tenham morrido, embora nenhum dos lados divulgue números oficiais.

Com a escalada dos ataques aéreos e o uso crescente de drones militares, analistas alertam para o risco de novos incidentes que possam dificultar ainda mais qualquer possibilidade de diálogo.

O que esperar do convite de Putin

Por enquanto, Zelensky não respondeu oficialmente ao convite de Putin. Fontes próximas ao governo ucraniano afirmam que Kiev mantém como prioridade a retirada total das tropas russas e recusa qualquer concessão territorial.

Se o encontro em Moscou ocorrer, pode representar a primeira tentativa concreta de negociação direta entre os dois líderes desde o início da guerra. Porém, especialistas alertam que as chances de avanço ainda são limitadas.


Putin convidou Zelensky para uma reunião de alto nível em Moscou e prometeu “segurança total”, mas reforçou que não aceitará tropas da Otan na Ucrânia. O convite pode abrir espaço para negociações, mas analistas apontam que o impasse no conflito segue difícil de superar.

 

[ Fonte: CNN Brasil ]

 

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