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Ciência

Roer unhas é mais do que um vício: entenda o que está por trás do hábito

Você já se pegou roendo as unhas sem perceber? Esse comportamento aparentemente inofensivo pode revelar muito mais do que ansiedade passageira. Descubra o que a ciência diz sobre essa mania e por que ela pode estar ligada a questões emocionais profundas — além de trazer riscos para sua saúde física.
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Tempo de leitura: 2 minutos

Roer as unhas vai muito além de uma simples mania. No Brasil, milhares de pessoas convivem com esse hábito sem imaginar que ele pode ser um sinal de alerta do corpo e da mente. Entender suas causas e consequências é o primeiro passo para superá-lo com consciência e cuidado. Neste artigo, mostramos o que esse comportamento revela e como enfrentá-lo com estratégias eficazes.

O que roer unhas pode revelar sobre você

Conhecida clinicamente como onicofagia, essa prática é bastante comum, especialmente entre crianças e adolescentes, mas também persiste na vida adulta. Segundo especialistas da área médica e psicológica, roer unhas pode ser uma resposta inconsciente a emoções mal geridas, como estresse, ansiedade, insegurança ou até tristeza profunda.

Esse comportamento, por vezes automático, tende a trazer alívio momentâneo, seguido de culpa ou vergonha. A longo prazo, pode indicar dificuldades emocionais que precisam de atenção profissional.

Os riscos à saúde vão além da estética

Muita gente acredita que o maior problema de roer unhas está na aparência das mãos, mas os prejuízos podem ser bem mais sérios. Dermatologistas alertam para o risco de infecções nos dedos, lesões nos dentes, feridas nos lábios e até problemas no sistema digestivo, causados por bactérias presentes sob as unhas.

Casos extremos podem levar à inflamação óssea (osteomielite) ou até doenças como escorbuto, devido à constante agressão à mucosa bucal. Além disso, o impacto psicológico também é significativo: a vergonha das mãos pode gerar isolamento social e baixa autoestima.

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© FreePik

Emoções por trás do hábito e caminhos para superá-lo

Roer as unhas pode ser uma válvula de escape emocional. Adultos que passam por luto, pressões no trabalho ou sofrem com ansiedade crônica são especialmente propensos. A dermatologista mexicana Rosa María Ponce lembra que até os cantos irregulares das unhas mordidas podem causar microlesões internas.

A boa notícia é que o hábito tem tratamento. Psicoterapia, especialmente com foco em controle de ansiedade e autoestima, tem se mostrado eficaz. O acompanhamento dermatológico também ajuda a tratar danos físicos e prevenir complicações.

10 dicas práticas para abandonar o hábito

  1. Use esmaltes com gosto amargo como barreira imediata.

  2. Mantenha as unhas sempre cortadas e bem cuidadas.

  3. Hidrate as mãos e cutículas para evitar “gatilhos”.

  4. Use luvas ou curativos para evitar o acesso às unhas.

  5. Troque o hábito por mastigar chicletes ou apertar bolinhas antiestresse.

  6. Identifique os momentos e emoções que desencadeiam o comportamento.

  7. Anote os episódios e deixe lembretes visuais para se policiar.

  8. Pratique atividades que reduzem o estresse, como meditação ou exercícios.

  9. Peça apoio a amigos ou familiares para manter o foco.

  10. Procure ajuda profissional se o problema persistir.

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