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Tecnologia

Starlink já não exige apontar a antena para o céu: entenda como a nova tecnologia funciona

A nova geração da antena da Starlink utiliza tecnologia de matriz faseada para se conectar automaticamente aos satélites, sem motores nem ajustes manuais. A inovação torna a internet via satélite mais rápida, estável e muito mais fácil de instalar.
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Tempo de leitura: 4 minutos

Quem já tentou instalar internet via satélite em uma área rural ou afastada sabe como esse processo costumava ser complicado. Era preciso posicionar a antena com extrema precisão, instalar suportes elevados e torcer para que árvores, construções ou até o vento não prejudicassem o sinal.

Essa realidade começou a mudar graças à tecnologia de matriz faseada (phased array) adotada pela Starlink, serviço de internet via satélite da SpaceX, empresa de Elon Musk.

Com esse sistema, a antena consegue se comunicar com os satélites eletronicamente, sem precisar girar ou apontar fisicamente para o céu.

Por que a antena da Starlink não precisa mais ser apontada?

O ajuste escondido do Starlink que pode limitar o uso dos seus dados pela inteligência artificial
© Pexels

A principal mudança chegou com a antena Starlink Standard V4, também conhecida como Geração 3.

Esse modelo ampliou o campo de visão da antena para 140 graus, permitindo que ela enxergue uma área muito maior do céu ao mesmo tempo.

Na prática, isso significa que a posição exata da antena deixou de ser tão importante quanto nas versões anteriores.

O segredo está na própria estrutura do equipamento.

Em vez de utilizar uma parábola tradicional, a antena da Starlink possui mais de mil pequenos elementos radiantes, capazes de trabalhar em conjunto para direcionar eletronicamente o sinal.

Segundo Michael Nicolls, vice-presidente de Engenharia da Starlink na SpaceX, o novo hardware é mais eficiente, resistente e muito mais simples de instalar do que os antigos sistemas motorizados.

Como a tecnologia acompanha os satélites sem mover a antena?

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© Starlink

Cada um desses pequenos elementos pode alterar eletronicamente a fase do sinal transmitido.

Esse ajuste permite direcionar o feixe de comunicação para qualquer satélite que esteja passando pelo campo de visão, sem que a antena precise se mover fisicamente.

Como resultado, o sistema troca automaticamente de satélite em questão de milissegundos, mantendo a conexão estável e sempre utilizando a melhor rota disponível.

Todo esse processo acontece de forma transparente para o usuário.

Nova antena da Starlink lida melhor com árvores e prédios

Um dos maiores problemas da internet via satélite sempre foi a presença de obstáculos físicos.

Árvores, telhados e edifícios podiam bloquear facilmente o sinal, provocando interrupções durante chamadas de vídeo, jogos online ou transmissões em streaming.

Com o campo de visão ampliado, a nova antena consegue identificar diversos satélites distribuídos em diferentes pontos do céu.

Ao mesmo tempo, o sistema de formação eletrônica de feixes concentra a recepção nas áreas livres de obstáculos.

Se um satélite ficar temporariamente escondido por uma árvore ou construção, a antena muda instantaneamente para outro satélite disponível.

Na maioria das situações, o usuário sequer percebe que houve essa troca.

Esse avanço beneficia especialmente quem vive em áreas urbanas densas ou regiões com grande cobertura vegetal.

Além disso, documentos apresentados pela SpaceX à Comissão Federal de Comunicações (FCC) dos Estados Unidos indicam que a futura constelação de satélites Starlink V3 poderá oferecer velocidades na faixa de gigabit e latências inferiores a 20 milissegundos, aproximando o desempenho da internet via satélite ao das melhores conexões de fibra óptica.

Instalação ficou muito mais simples

Outra novidade é a facilidade de instalação.

Hoje, o kit da Starlink pode ser montado em poucos minutos, sem necessidade de conhecimentos técnicos.

A antena pode simplesmente ser colocada sobre uma superfície plana, como:

  • telhados;
  • mesas;
  • quintais;
  • lajes;
  • pisos externos.

O aplicativo oficial da Starlink orienta todo o processo.

Ao ligar o equipamento, o aplicativo utiliza os sensores do smartphone e as informações captadas pela própria antena para verificar se há visibilidade suficiente dos satélites.

Quando tudo está adequado, o sistema realiza automaticamente o restante da configuração.

Essa praticidade também beneficia a Starlink Mini, modelo portátil que ganhou popularidade no Brasil por ser fácil de transportar e instalar em viagens, motorhomes, barcos e locais temporários.

Antenas antigas também recebem melhorias

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© YouTube

Quem já possui uma antena Starlink de gerações anteriores também pode aproveitar parte dessas novidades.

A SpaceX disponibilizou atualizações de software que permitem utilizar recursos do novo sistema mesmo em equipamentos originalmente equipados com motores de orientação.

Após a atualização, o usuário pode ativar o chamado modo plano, fazendo com que a antena deixe de depender dos motores para apontar automaticamente e passe a utilizar prioritariamente o rastreamento eletrônico dos satélites.

Para continuar recebendo essas melhorias, é importante manter o equipamento conectado à energia e atualizado.

Segundo a SpaceX, terminais com versões muito antigas de firmware podem perder compatibilidade com a rede caso não recebam as atualizações críticas de segurança e desempenho.

Essas atualizações são instaladas automaticamente, geralmente durante a madrugada, sem necessidade de intervenção do usuário.

 

[ Fonte: iProfesional ]

 

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