Os vazamentos de GTA 6 podem ter perdido força, mas isso não significa que o caso tenha chegado ao fim. Enquanto a Rockstar se aproxima do lançamento do jogo, sua controladora continua tentando descobrir quem esteve por trás da divulgação de imagens e vídeos de uma versão ainda em desenvolvimento. Agora, uma nova movimentação judicial indica que a investigação mudou de estratégia — e que algumas das pistas mais importantes estão sendo mantidas longe do público.
A Take-Two encontrou novas pistas no caminho
A ofensiva jurídica da Take-Two continua avançando mesmo depois que a Rockstar apresentou oficialmente uma nova prévia de GTA 6. O objetivo permanece o mesmo: identificar a pessoa ou o grupo que utilizou o nome Cyberleek para divulgar materiais não autorizados do jogo.
Desta vez, porém, há uma diferença importante. A empresa afirma ter encontrado novas informações relacionadas a usuários e servidores do Discord que podem ajudar a conectar diferentes partes da investigação.
Documentos apresentados a um tribunal federal de Nova York mostram que a Take-Two quer obter informações adicionais da plataforma. O conteúdo exato do novo pedido, entretanto, foi mantido sob sigilo.
A justificativa é estratégica. Segundo a empresa, revelar agora quais contas ou comunidades estão sendo investigadas poderia alertar os possíveis responsáveis. Com isso, eles poderiam apagar mensagens, encerrar contas ou eliminar outros vestígios digitais antes que os investigadores conseguissem analisá-los.
Na primeira solicitação judicial, alguns nomes já haviam aparecido, incluindo Cyberleek, CinematicRockstar e Surfer24k. Também foram mencionados servidores do Discord, embora a presença de uma comunidade nesses documentos não signifique que todos os seus integrantes tenham participado dos vazamentos.
Agora, o silêncio dos documentos pode ser justamente o sinal mais interessante.

Discord virou uma peça importante da investigação
A investigação da Take-Two começou envolvendo várias plataformas. Microsoft, Discord, X e Google receberam solicitações relacionadas a contas, publicações, vídeos e outros registros que poderiam ajudar a descobrir a identidade por trás dos vazamentos.
Entre os dados buscados estavam informações capazes de estabelecer conexões entre diferentes contas, como endereços IP, números de telefone, registros de acesso e outros elementos associados aos usuários envolvidos na publicação ou distribuição do material.
Também houve solicitações relacionadas a serviços da Microsoft e ao GitHub, mostrando que a empresa tentou reconstruir o caminho percorrido pelos arquivos antes que eles chegassem ao público.
Mas uma mudança recente chama atenção: a Take-Two retirou seu pedido contra o Google, responsável pelo YouTube. Isso não significa que a companhia tenha desistido da investigação. Pelo contrário. A explicação apresentada é que novas informações obtidas durante o processo fizeram com que determinados dados deixassem de ser necessários.
Na prática, a investigação parece estar ficando mais específica. Em vez de procurar respostas em todas as direções, a empresa pode estar concentrando esforços em um conjunto menor de pistas.
E é exatamente por isso que os novos documentos foram colocados sob sigilo.
O lançamento de GTA 6 deixa pouco espaço para novos vazamentos
O momento também não poderia ser mais delicado para a Rockstar. GTA 6 tem lançamento previsto para 19 de novembro de 2026 no PlayStation 5 e no Xbox Series X|S, e cada vez menos tempo separa o jogo de sua chegada às lojas.
Para a Rockstar, vazamentos nesse estágio podem causar problemas muito além da simples divulgação antecipada de imagens. Um vídeo obtido ilegalmente pode revelar missões, personagens, mecânicas ou áreas que deveriam ser descobertas pelos jogadores apenas no momento planejado pela empresa.
Também existe o risco de materiais de uma versão antiga serem interpretados como parte do jogo final, gerando expectativas ou informações incorretas.
Por isso, a Take-Two parece determinada a descobrir a origem do material mesmo com os vazamentos aparentemente controlados.
Cyberleek pode ter parado de publicar conteúdo, mas isso não encerrou a história. Pelo contrário: com novas pistas surgindo e partes da investigação sendo mantidas em segredo, o caso entrou em uma etapa muito mais silenciosa.
E, para quem deixou algum rastro digital pelo caminho, essa pode ser justamente a fase mais preocupante.