Pular para o conteúdo
Notícias

The Strokes e Tom Morello surpreendem ao declarar apoio a Lula nas eleições brasileiras

A banda The Strokes e o guitarrista Tom Morello manifestaram apoio à reeleição de Lula. As declarações ampliam a presença de artistas internacionais no debate eleitoral brasileiro.
Por

Tempo de leitura: 4 minutos

A disputa presidencial brasileira ganhou novos protagonistas fora do universo político. A banda norte-americana The Strokes e o guitarrista Tom Morello, conhecido pelo trabalho com Rage Against the Machine, declararam apoio ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva. As manifestações ocorreram nas redes sociais, a poucos dias do segundo turno contra Flávio Bolsonaro, e provocaram repercussão entre fãs, artistas e eleitores.

The Strokes surpreende fãs com publicação sobre Lula

Na quarta-feira, 14 de outubro de 2026, o The Strokes publicou em seu perfil oficial no Instagram uma imagem de apoio à candidatura de Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

A montagem apresenta uma fotografia histórica do presidente discursando diante de trabalhadores, acompanhada de uma estrela vermelha e de seu nome em destaque.

A publicação não trouxe uma legenda explicativa. Em vez disso, a banda escolheu como trilha sonora uma versão remixada da música Oblivius, produzida pelo baterista Fabrizio Moretti.

A escolha não passou despercebida. A canção, lançada originalmente em 2016, apresenta reflexões sobre poder, alienação e estruturas sociais, incluindo uma pergunta sobre o posicionamento das pessoas diante dessas questões.

O próprio Lula respondeu à postagem, agradecendo o apoio e fazendo referência à letra da música.

O presidente escreveu que os brasileiros sabem de que lado estão e associou sua candidatura à democracia, aos trabalhadores e à esperança.

A publicação ganhou milhares de interações nas primeiras horas e repercutiu em veículos brasileiros, como a revista Veja, que destacou a manifestação da banda e sua relação com o Brasil.

O detalhe brasileiro por trás da banda norte-americana

Embora o The Strokes tenha surgido em Nova York, o grupo possui uma ligação direta com o Brasil.

Seu baterista, Fabrizio Moretti, nasceu no Rio de Janeiro em 1980 e se mudou ainda criança para os Estados Unidos.

Moretti integra a formação original da banda, ao lado do vocalista Julian Casablancas, dos guitarristas Nick Valensi e Albert Hammond Jr. e do baixista Nikolai Fraiture.

O grupo se tornou um dos principais nomes do renascimento do rock de garagem nos anos 2000, especialmente depois do lançamento do álbum Is This It, em 2001.

A manifestação política também acontece em um momento de aproximação com o público brasileiro.

O The Strokes está confirmado como uma das atrações principais do Primavera Sound São Paulo, marcado para os dias 5 e 6 de dezembro de 2026, no Autódromo de Interlagos.

A apresentação da banda está prevista para 5 de dezembro, poucos meses depois do lançamento de seu álbum Reality Awaits.

A proximidade entre o posicionamento político e o retorno aos palcos brasileiros contribuiu para ampliar a repercussão da postagem.

Tom Morello também entrou no debate eleitoral

The Strokes e Tom Morello surpreendem ao declarar apoio a Lula nas eleições brasileiras
Tom Morello © Por Dario De Marco – Domínio público, https://commons.wikimedia.org/w/index.php?curid=149739270

Um dia antes da manifestação do The Strokes, o guitarrista Tom Morello publicou um vídeo declarando apoio à candidatura de Lula.

Conhecido por sua participação nas bandas Rage Against the Machine e Audioslave, Morello construiu uma trajetória artística marcada por posicionamentos sobre direitos trabalhistas, desigualdade econômica e movimentos sociais.

No vídeo, o músico afirmou que o mundo acompanha as eleições brasileiras e descreveu a disputa como um confronto político que, em sua avaliação, ultrapassa as fronteiras do país.

Morello também criticou o que chamou de fascismo e oligarquia, defendendo o voto no atual presidente.

As declarações representam o posicionamento político do artista, não uma avaliação independente sobre os candidatos.

A manifestação ocorre durante o segundo turno das eleições presidenciais brasileiras, marcado para 25 de outubro, quando Lula enfrentará o senador Flávio Bolsonaro (PL).

A repercussão internacional da disputa também tem atraído manifestações de outras personalidades da música.

A relação de Tom Morello com movimentos sociais latino-americanos

O envolvimento de Morello com questões políticas na América Latina não começou durante a campanha brasileira.

Em março de 2026, durante uma visita à Argentina, o guitarrista esteve na sede das Abuelas de Plaza de Mayo, organização dedicada à busca de pessoas apropriadas durante a última ditadura militar argentina.

Na ocasião, ele conversou com representantes da instituição e conheceu detalhes do trabalho realizado para recuperar a identidade de filhos e netos de vítimas da repressão.

Ao final do encontro, recebeu um lenço branco, símbolo histórico do movimento de direitos humanos argentino.

A visita foi divulgada pela organização e reforçou a relação do músico com iniciativas de memória histórica e justiça social.

Esse histórico ajuda a contextualizar seu posicionamento nas eleições brasileiras, embora não permita medir a influência de suas declarações sobre o comportamento dos eleitores.

Outros artistas internacionais também se manifestaram

O apoio de The Strokes e Tom Morello integra uma sequência de manifestações públicas de músicos durante a campanha presidencial.

Entre os nomes que se posicionaram estão Eloy Casagrande, baterista brasileiro do Slipknot e ex-integrante do Sepultura, e Oliver Sykes, vocalista da banda britânica Bring Me the Horizon.

Casagrande publicou críticas à família Bolsonaro, enquanto Sykes compartilhou uma manifestação de fãs brasileiros relacionada à eleição.

Essas declarações mostram como artistas internacionais utilizam suas plataformas para participar de debates políticos de outros países.

Entretanto, a popularidade de um músico não significa necessariamente influência direta sobre o resultado eleitoral. O alcance dessas manifestações pode ser observado nas redes sociais, mas seu efeito sobre a decisão de voto é difícil de determinar.

Com o segundo turno marcado para 25 de outubro, as publicações acrescentam uma dimensão cultural à campanha, aproximando o debate brasileiro de públicos que acompanham o rock internacional.

Partilhe este artigo

Artigos relacionados