Um poderoso terremoto no extremo leste da Rússia provocou uma série de alertas de tsunami que se estendem por diversos países do Pacífico. A magnitude histórica do sismo gerou ondas que já alcançaram Japão, Rússia, Havaí e partes da costa oeste dos Estados Unidos. Governos locais intensificaram evacuações e pedem que moradores evitem qualquer aproximação das praias. O impacto total ainda é incerto, mas as primeiras horas já mostram um cenário de tensão e mobilização internacional.
Onde e como aconteceu o terremoto
🚨 O Serviço Geológico dos EUA emitiu um alerta de tsunami para várias áreas do Pacífico, incluindo Rússia, Japão, o estado do Havaí. pic.twitter.com/AlHFxRj1Bd
— Vox Liberdade (@VoxLiberdade) July 30, 2025
O epicentro do tremor foi localizado a cerca de 119 quilômetros ao sudeste de Petropavlovsk-Kamchatsky, na península de Kamchatka, na Rússia, com profundidade de 20,7 quilômetros, segundo o Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS). O sismo de magnitude 8,8 é o sexto mais forte já registrado na história moderna e o mais potente desde o desastre de 2011 no Japão.
Kamchatka, uma região remota e com baixa densidade populacional, faz parte do chamado Anel de Fogo do Pacífico, área conhecida pela intensa atividade sísmica e vulcânica. Após o tremor principal, duas réplicas fortes, de magnitudes 6,3 e 6,9, atingiram a região, seguidas por dezenas de tremores secundários de magnitude 5.
Países sob risco de tsunami
🚨 Alerta mundial!
Além de Japão e Rússia, já atingidas após terremoto de magnitude 8.8, evacuação e alertas de tsunami foram emitidos para Equador, Colômbia, Canadá, Indonésia, Filipinas, México e territórios dos EUA (Alasca, Havaí e Califórnia).
Toda solidariedade as nações… pic.twitter.com/492yeTROsu
— Bella Gonçalves (@bellagoncalvs) July 30, 2025
A força do terremoto levou à emissão de alertas de tsunami em diversos países do Pacífico. Havaí, costa oeste dos Estados Unidos, Canadá, Japão, Rússia, Chile, Peru, Equador e territórios norte-americanos como Guam e Samoa Americana estão em estado de atenção.
As primeiras ondas chegaram ao Havaí na tarde de terça-feira, horário local, e atingiram 1,5 metro em Kahului, na ilha de Maui. O Serviço Meteorológico Nacional alerta que ondas acima de 3 metros ainda podem atingir partes do arquipélago e regiões do litoral russo e equatoriano.
Chile, Peru e Equador emitiram avisos para suas zonas costeiras, e o Instituto Oceanográfico de Equador prevê ondas de até 1,4 metro nas Ilhas Galápagos. Autoridades do México e da América Central estenderam alertas do noroeste mexicano até o Panamá.
Mobilização em Havaí e Estados Unidos
No Havaí, sirenes soaram em Honolulu e outras cidades costeiras, enquanto hotéis e residências em áreas baixas foram evacuados. O governador Josh Green reforçou que moradores e turistas devem se dirigir imediatamente a locais elevados e permanecer atentos às atualizações oficiais.
“Esperamos inundações iminentes e ondas que podem cercar as ilhas, não apenas atingir uma praia isolada”, afirmou o governador. Abrigos de emergência foram abertos em Oahu, Kauai e Maui para acolher evacuados.
Na costa oeste dos Estados Unidos, há alertas severos de tsunami para o norte da Califórnia e para as Ilhas Aleutas, no Alasca. Partes da Colúmbia Britânica, no Canadá, estão em nível de aviso.
Primeiras ondas chegam ao Japão e à Rússia
O Japão registrou as primeiras ondas na ilha de Hokkaido, de até 60 centímetros, levando autoridades a recomendar que 1,9 milhão de pessoas buscassem abrigo. Sirenes de alerta tocaram em várias cidades, e vídeos mostram moradores se refugiando em prédios elevados.
Na Rússia, o distrito de Severo-Kurilsk declarou estado de emergência após ondas arrastarem barcos e contêineres. Cerca de 300 pessoas foram evacuadas do porto local. Em Kamchatka, autoridades confirmaram ondas entre 3 e 4 metros no distrito de Yelizovo.
Alasca e ilhas do Pacífico também registraram variações de maré, com elevação de 0,30 metro em Amchitka. Especialistas alertam que novas ondas podem chegar nas próximas horas e que o risco permanece ativo.
Um evento ainda em evolução
Embora os danos iniciais pareçam limitados em algumas regiões, autoridades reforçam que o perigo não terminou. Tsunamis podem continuar atingindo as costas por várias horas após a primeira onda. A orientação é clara: manter distância do litoral e seguir todas as instruções de evacuação até que os alertas sejam suspensos.
O episódio reforça a vulnerabilidade das áreas costeiras do Pacífico diante de grandes eventos sísmicos e a importância de protocolos rápidos de evacuação e monitoramento internacional.
[ Fonte: CNN Español ]