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Ciência

Três irmãs somam mais de 316 anos e agora podem ajudar a ciência a desvendar o segredo da longevidade

Reconhecidas pelo Guinness World Records, três irmãs brasileiras centenárias despertaram o interesse de cientistas que querem descobrir quais fatores genéticos podem favorecer uma vida excepcionalmente longa.
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Tempo de leitura: 2 minutos

Viver mais de um século já é algo raro. Agora imagine três irmãs da mesma família que ultrapassaram essa marca e, juntas, somam mais de 316 anos de vida. O feito impressionou o Guinness World Records e também chamou a atenção da comunidade científica, que pretende investigar o DNA das brasileiras em busca de pistas que possam explicar por que algumas pessoas envelhecem com tanta longevidade.

Recorde mundial transformou três irmãs brasileiras em alvo da ciência

Três irmãs somam mais de 316 anos e agora podem ajudar a ciência a desvendar o segredo da longevidade
© YouTube

As brasileiras Zulina de Deus Nunes, de 103 anos, Zoraide de Deus Mota, de 104, e Levita de Deus Nunes, de 109 anos, conquistaram neste mês um lugar no Guinness World Records ao serem reconhecidas como o trio de irmãs vivas com a maior soma de idades do planeta.

Juntas, elas alcançaram a marca de 316 anos e 302 dias, segundo a certificação oficial.

Moradoras do Rio de Janeiro, as três também despertaram o interesse de pesquisadores especializados em envelhecimento humano.

O motivo é simples.

Além de todas terem ultrapassado os 100 anos de idade, elas pertencem à mesma família, característica considerada extremamente valiosa para estudos sobre fatores hereditários relacionados à longevidade.

As irmãs foram identificadas pela organização LongeviQuest, dedicada à validação de registros de pessoas extremamente longevas em diferentes países.

A pesquisadora Iara Souza visitou as três em maio de 2026 para documentar suas histórias e reunir informações utilizadas tanto pelo Guinness quanto pelos estudos científicos.

Cientistas querem descobrir se o DNA guarda pistas para uma vida mais longa

O caso agora será acompanhado pelo Projeto DNA Longevo, iniciativa da Universidade de São Paulo coordenada pela geneticista Mayana Zatz.

A pesquisa busca identificar fatores biológicos capazes de explicar por que algumas pessoas conseguem chegar aos 100 anos mantendo boa saúde física e cognitiva.

Para isso, os pesquisadores irão comparar o perfil genético de nonagenários e centenários com o de pessoas que desenvolveram fragilidade, doenças crônicas ou declínio cognitivo durante o envelhecimento.

A expectativa é encontrar variantes genéticas que ofereçam algum tipo de proteção contra o desgaste natural do organismo.

Segundo os pesquisadores, compreender esses mecanismos pode contribuir para o desenvolvimento de novas estratégias voltadas ao envelhecimento saudável, permitindo que mais pessoas vivam por mais tempo com qualidade de vida.

Embora a genética seja um dos principais focos da investigação, especialistas lembram que a longevidade costuma resultar da combinação de diversos fatores, incluindo alimentação, atividade física, ambiente, acesso à saúde e hábitos construídos ao longo da vida.

Ainda assim, famílias como a das três irmãs representam uma oportunidade rara para entender como determinados genes podem influenciar o processo de envelhecimento.

À medida que cresce o número de centenários em diferentes países, estudos desse tipo ganham importância para responder uma das perguntas mais antigas da medicina: por que algumas pessoas vivem muito mais do que a média e conseguem preservar suas capacidades por tanto tempo?

[Fonte: Noticias de la calle]

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