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Trump diz que conseguiu a Groenlândia de graça e chama acordo de maior negócio imobiliário da história

Presidente dos Estados Unidos afirma que acordo com a Dinamarca garante vantagens históricas sobre a Groenlândia. Entretanto, território continua sob soberania dinamarquesa e não foi vendido aos americanos.
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Tempo de leitura: 3 minutos

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a surpreender com declarações sobre a Groenlândia. Durante um comício realizado na Geórgia, no sábado (24), ele classificou o acordo firmado com a Dinamarca como o maior negócio imobiliário da história. Trump afirmou que os americanos conseguiram acesso ao território sem pagar nada e ainda mencionou a Venezuela. Apesar do discurso, a situação jurídica da ilha é diferente daquela sugerida pelo presidente.

Trump afirma que Estados Unidos conseguiram Groenlândia sem pagar nada

Durante o evento, realizado às vésperas das eleições legislativas americanas de novembro, Trump comemorou o entendimento alcançado com a Dinamarca.

Segundo a reportagem da CNN Brasil, o presidente declarou que os dinamarqueses haviam entregado a Groenlândia aos Estados Unidos.

Em seguida, perguntou ao público se preferia a Venezuela ou a Groenlândia, respondendo que Washington havia conseguido ambas gratuitamente.

As afirmações fazem parte da retórica política de Trump. Não há evidências de que os Estados Unidos tenham adquirido a soberania sobre os dois territórios.

O discurso também incluiu críticas à imigração e o anúncio de um investimento bilionário da montadora Audi no estado da Geórgia.

O que realmente estabelece o acordo com a Dinamarca?

O entendimento entre Estados Unidos, Dinamarca e Groenlândia foi anunciado em setembro de 2026.

O tratado amplia a presença militar americana na ilha e estabelece mecanismos de cooperação para proteger a região do Ártico.

Entre as principais disposições estão a possibilidade de construir novas instalações militares e restrições à presença de forças estrangeiras de países que não integram a Otan.

Entretanto, o acordo não transfere a propriedade da Groenlândia aos Estados Unidos.

A primeira-ministra dinamarquesa, Mette Frederiksen, afirmou que o entendimento preserva a soberania do Reino da Dinamarca e reconhece o direito dos groenlandeses à autodeterminação.

O primeiro-ministro da Groenlândia, Jens-Frederik Nielsen, também apresentou o tratado como um instrumento de cooperação que respeita os interesses da população local.

Por que Trump tem tanto interesse na Groenlândia?

Trump diz que conseguiu a Groenlândia de graça e chama acordo de maior negócio imobiliário da história
© YouTube

A Groenlândia é a maior ilha do planeta, com aproximadamente 2,1 milhões de quilômetros quadrados.

Sua localização entre a América do Norte e a Europa oferece vantagens estratégicas para sistemas de defesa, monitoramento de mísseis e operações militares no Ártico.

Além disso, o território possui reservas minerais consideradas importantes para setores tecnológicos e industriais.

A região também desperta interesse pela possibilidade de exploração de petróleo e gás, embora existam desafios ambientais, econômicos e regulatórios.

Trump argumenta que ampliar o controle americano sobre a segurança da ilha é necessário para limitar a influência da Rússia e da China.

Estados Unidos também querem explorar recursos naturais

Em outubro, Trump anunciou planos para ampliar a exploração de petróleo, gás e minerais na Groenlândia.

O presidente afirmou que o potencial energético da região seria extraordinário, mas suas estimativas não devem ser confundidas com reservas comprovadas e economicamente exploráveis.

O acordo de segurança, por si só, também não concede autorização irrestrita para explorar recursos naturais.

Essas atividades dependem de regras e decisões das autoridades competentes.

Groenlândia continuará pertencendo à Dinamarca?

Até o momento, a Groenlândia permanece como território autônomo integrante do Reino da Dinamarca.

O acordo fortalece a presença militar dos Estados Unidos, mas não representa uma anexação territorial.

A distinção é fundamental: Washington pode ampliar sua capacidade de atuação estratégica na ilha sem se tornar proprietário dela.

Assim, o chamado maior negócio imobiliário da história é, na prática, um acordo de segurança e cooperação militar, não uma compra de território.

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