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Trump diz que não conhece Bad Bunny: “Não sei por que o escolheram para o Super Bowl, é uma loucura”

A confirmação de Bad Bunny como atração principal do Super Bowl 2026 irritou Donald Trump, que afirmou “não saber quem ele é” e chamou a escolha de “ridícula”. As críticas reacendem tensões políticas e culturais, já que o cantor porto-riquenho é um dos artistas latinos mais abertamente contrários às políticas do ex-presidente.
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Tempo de leitura: 3 minutos

O anúncio de que Bad Bunny comandará o show do intervalo do Super Bowl 2026 gerou uma nova polêmica política nos Estados Unidos. Durante uma entrevista, o presidente Donald Trump disse nunca ter ouvido falar do astro do reggaeton e questionou sua escolha para o maior evento esportivo do país. O comentário rapidamente viralizou, reacendendo o debate sobre diversidade, representatividade e a influência cultural latina nos EUA.

“Nunca ouvi falar dele”

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© https://x.com/politvidchannel

Em declarações dadas à imprensa, Trump se mostrou irritado com a decisão da NFL de escalar Bad Bunny para o espetáculo:

“Nunca ouvi falar dele, não sei quem é, não sei por que o escolheram. É uma loucura”, afirmou.
“Depois culpam o promotor que contrataram para trazer entretenimento. É totalmente ridículo.”

A fala reflete o desconforto do republicano com o protagonismo do cantor porto-riquenho, cuja trajetória é marcada por posicionamentos críticos às políticas migratórias e à retórica anti-imigração de Trump.

Um Super Bowl bilíngue e politizado

A escolha de Bad Bunny, que canta exclusivamente em espanhol, foi celebrada por muitos fãs como um avanço histórico na diversidade cultural da NFL. No entanto, entre apoiadores do movimento MAGA, o anúncio gerou controvérsia. Nas redes sociais, parte do público questionou o fato de o artista latino liderar o maior palco musical dos Estados Unidos sem cantar em inglês.

Bad Bunny, fiel ao estilo provocador, reagiu com ironia durante sua participação no Saturday Night Live:

“E se não entenderam o que eu acabei de dizer, têm quatro meses para aprender”, brincou o artista, arrancando aplausos da plateia.

Política, cultura e identidade

O cantor, de 31 anos, já havia criticado abertamente as redadas do ICE, agência de imigração dos EUA, e as políticas de deportação da era Trump. Suas músicas e discursos frequentemente abordam temas como identidade latina, desigualdade e liberdade sexual, tornando-o uma figura influente não apenas na música, mas também na política pop contemporânea.

Para analistas culturais, o convite ao Super Bowl simboliza uma mudança geracional na forma como a América encara sua própria diversidade. “Bad Bunny representa uma nova identidade americana — bilíngue, híbrida e global”, escreveu o Los Angeles Times.

Trump, a NFL e o show do intervalo

Embora tenha criticado a escolha do artista, Trump continua um fã declarado de futebol americano. Ele já afirmou ter jogado na juventude e é presença constante em eventos esportivos desde seu retorno à Casa Branca.

Entre suas aparições recentes estão o Super Bowl LX, as 500 Milhas de Daytona, torneios da UFC, partidas da MLB e a Ryder Cup de golfe em Nova York. Mesmo assim, o presidente não confirmou se comparecerá ao evento de 2026, que será realizado no Levi’s Stadium, na Califórnia, sede do San Francisco 49ers.

Trump também aproveitou a entrevista para reclamar da nova regra de kickoff da NFL, criada para aumentar a segurança dos jogadores:

“Estão estragando o esporte com essas mudanças. O futebol americano deve ser físico. Isso é o que o torna emocionante.”

O poder pop da controvérsia

Enquanto o presidente critica, Bad Bunny segue ampliando seu alcance global. Com hits que dominam as paradas e recordes de streaming no Spotify, o artista porto-riquenho tornou-se um símbolo da cultura latina contemporânea — e agora também, da tensão entre o entretenimento e a política norte-americana.

Com o show marcado para fevereiro de 2026, o Super Bowl promete ser mais do que um espetáculo esportivo: será um palco para o embate cultural entre duas Américas — a tradicional e a que já fala, canta e vibra em espanhol.

 

[ Fonte: Infobae ]

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