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Trump promete suspender imigração de países do “Terceiro Mundo” e endurecer políticas contra estrangeiros após ataque perto da Casa Branca

Após um ataque a tiros que feriu agentes da Guarda Nacional em Washington e levou à morte de uma militar, Donald Trump anunciou que pretende suspender a imigração de todos os “países do Terceiro Mundo”. O presidente também afirmou que quer ampliar deportações, retirar benefícios federais de não cidadãos e desnaturalizar imigrantes considerados ameaças.
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Tempo de leitura: 3 minutos

A segurança pública voltou ao centro do debate político nos Estados Unidos depois que um ataque armado, próximo à Casa Branca, resultou na morte de uma agente da Guarda Nacional. Poucas horas depois, o presidente Donald Trump prometeu endurecer a política migratória americana, anunciando a intenção de barrar permanentemente a imigração de todos os países que classificou como “Terceiro Mundo”. Especialistas alertam que falta clareza sobre o escopo da medida e quais países seriam afetados.

O anúncio que reacende o debate migratório

Em publicação na rede Truth Social, Donald Trump afirmou que pretende suspender permanentemente a imigração de nações que enquadrou como “países do Terceiro Mundo” — termo historicamente usado para descrever países em desenvolvimento. A proposta inclui cancelar aprovações concedidas sob o governo Biden e impor novos filtros para entrada de estrangeiros.

A medida, se avançar, representaria uma das mais rígidas políticas migratórias recentes nos EUA, reacendendo discussões sobre limites constitucionais, impacto econômico e legalidade de restrições amplas.

Políticas mais duras: deportações, desnaturalização e corte de benefícios

Além do bloqueio migratório, Trump prometeu remover benefícios federais para não cidadãos e intensificar deportações. Segundo o presidente, imigrantes considerados “risco à segurança” ou “incompatíveis com a civilização ocidental” poderiam ter naturalização revista e posteriormente cassada.

O governo ainda não detalhou critérios objetivos para enquadramento de imigrantes nessas categorias, o que levanta preocupações entre defensores de direitos civis e grupos de imigração. A Casa Branca e o Departamento de Estado foram acionados pela CNN para esclarecimentos.

 

O ataque que impulsionou a reação do governo

O anúncio ocorreu um dia após um tiroteio em Washington que deixou dois agentes da Guarda Nacional gravemente feridos. Sarah Beckstrom, uma das militares atingidas, não resistiu. O ataque aconteceu próximo à Casa Branca, em uma área turística com fluxo constante de visitantes e trabalhadores.

Investigadores identificaram o suspeito como Rahmanullah Lakanwal, homem que teria imigrado do Afeganistão para os EUA em 2021. Ele também foi baleado durante a troca de tiros e levado ao hospital.

Mais presença federal nas ruas da capital

Desde agosto, unidades da Guarda Nacional atuam na capital como parte de uma ação federal para conter crimes violentos. Após o episódio, Trump determinou o reforço da segurança em Washington e solicitou o envio de mais 500 agentes.

O secretário de Defesa, Pete Hegseth, afirmou que o reforço “fortalecerá a determinação em garantir que Washington D.C seja um lugar seguro”. Críticos, porém, defendem que segurança pública não deve ser vinculada de forma automática à imigração.

O que falta saber

Não está claro quantos países seriam afetados, nem se a medida alcançaria refugiados, vistos de trabalho ou reunificação familiar. Especialistas afirmam que políticas tão amplas podem enfrentar barreiras judiciais e diplomáticas, especialmente com parceiros comerciais que possuem fluxos migratórios relevantes.

Enquanto o país acompanha a investigação do ataque, o discurso de Trump adiciona tensão ao debate eleitoral e deixa evidente que imigração seguirá como um dos temas mais polarizados nos EUA.

 

[ Fonte: CNN Brasil ]

 

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