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Uma juíza substituta foi desligada do cargo após repetir o mesmo modelo de sentença em milhares de processos

O caso, que chamou a atenção pelo volume e velocidade de decisões, levanta dúvidas sobre produtividade, ética e os limites da atuação judicial. O método que prometia eficiência, mas terminou em demissão.
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Uma decisão polêmica agitou o Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul: a demissão de uma juíza substituta acusada de adotar um mesmo modelo de sentença em milhares de casos. O episódio reacende o debate sobre como conciliar produtividade com responsabilidade no Judiciário, e quais os limites da eficiência em uma Justiça sobrecarregada.

O padrão que virou alvo de investigação

A juíza substituta Angélica Chamon Layoun foi desligada do TJ-RS após a constatação de que utilizou o mesmo texto-base em aproximadamente 2 mil processos cíveis. Além disso, teria reaberto ações já julgadas apenas para repetir sentenças com o mesmo conteúdo, prática que, segundo o tribunal, visava inflar artificialmente seus índices de produtividade.

A penalidade foi imposta pelo Órgão Especial do tribunal, composto por 25 desembargadores, com base no artigo 42 da Lei Orgânica da Magistratura. A decisão considerou que a conduta da juíza violou princípios fundamentais como legalidade e imparcialidade, configurando um grave desvio funcional.

Angélica estava no cargo desde julho de 2022 e ainda cumpria estágio probatório, sem estabilidade na função. Ela foi afastada em setembro de 2023 e, agora, tenta reverter a decisão no Conselho Nacional de Justiça (CNJ), alegando que sua conduta buscava reorganizar uma vara judicial marcada por excesso de processos e falta de juiz titular.

A defesa afirma que não houve má-fé, e que a pena aplicada foi desproporcional diante da situação enfrentada pela magistrada. O CNJ deve analisar o recurso em breve.

[Fonte: Correio24horas]

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