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Tecnologia

Uma medusa gigante iluminou o céu durante um lançamento da SpaceX — e a explicação da NASA surpreende

Uma formação luminosa gigantesca apareceu sobre os Estados Unidos durante um lançamento espacial. O espetáculo impressionou os observadores e revelou um fenômeno que depende de condições muito especiais.
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Tempo de leitura: 4 minutos

Uma enorme criatura luminosa, com uma espécie de cabeça brilhante e tentáculos espalhados pelo céu, surgiu sobre a Flórida antes do nascer do sol. A imagem parecia saída de um filme de ficção científica, mas foi registrada durante uma operação espacial real. O fenômeno chamou a atenção de observadores em diferentes regiões dos Estados Unidos e mostrou como um lançamento aparentemente rotineiro pode produzir um espetáculo visual extraordinário.

Um lançamento da SpaceX criou uma figura impressionante no céu

Na manhã de 13 de outubro de 2026, um foguete Falcon 9 decolou de Cabo Canaveral, na Flórida, transportando uma cápsula Dragon em direção à Estação Espacial Internacional.

O lançamento aconteceu às 6h33, no horário local, aproximadamente 45 minutos antes do nascer do sol.

Poucos minutos depois, uma estrutura brilhante começou a se espalhar pelo céu, formando uma enorme nuvem com aparência de água-viva.

O fenômeno, conhecido como medusa espacial, ou space jellyfish, foi observado e fotografado em diferentes pontos do leste dos Estados Unidos.

Apesar da aparência misteriosa, não se tratava de um objeto desconhecido nem de uma anomalia atmosférica inexplicável.

A formação estava diretamente relacionada ao funcionamento dos motores do foguete e às condições encontradas durante sua subida.

O mais interessante é que o efeito não depende de nenhuma tecnologia exclusiva da SpaceX.

Outros foguetes também podem produzir imagens semelhantes quando determinadas condições físicas e de iluminação coincidem.

Por que os gases de um foguete podem formar uma medusa gigante?

Para compreender o fenômeno, é necessário observar o que acontece com os gases liberados pelos motores durante a decolagem.

Os foguetes produzem empuxo expulsando gases extremamente quentes em alta velocidade.

Nas camadas inferiores da atmosfera, a pressão do ar ao redor limita a expansão desses gases.

Entretanto, conforme o foguete sobe, a pressão atmosférica diminui rapidamente.

Com menos resistência externa, a pluma de exaustão consegue se expandir lateralmente, adquirindo dimensões muito maiores.

Essa expansão cria uma região difusa que, combinada com rastros mais estreitos, lembra a cabeça e os tentáculos de uma água-viva.

A forma gigantesca não corresponde ao tamanho do foguete, mas à expansão dos gases em grandes altitudes.

Ainda assim, existe um detalhe fundamental: essas estruturas nem sempre ficam visíveis para quem observa da superfície.

O espetáculo depende também da posição do Sol.

 

O segredo está na luz solar antes do amanhecer

Segundo a NASA, lançamentos realizados próximos ao amanhecer ou ao entardecer oferecem condições especialmente favoráveis para a formação das medusas espaciais luminosas.

Nesses horários, o solo pode permanecer relativamente escuro enquanto regiões mais altas da atmosfera já recebem iluminação solar direta.

Quando o foguete alcança essas altitudes, sua pluma passa a ser iluminada pelo Sol.

A luz espalhada pelos componentes da exaustão destaca a estrutura contra o céu ainda escurecido.

Os gases produzidos pelos motores incluem vapor de água e dióxido de carbono, que participam da formação da pluma.

Dependendo das condições, partículas e pequenas gotículas também podem contribuir para a maneira como a luz se espalha.

A combinação entre baixa pressão atmosférica, expansão dos gases e iluminação solar explica o formato e o brilho característicos.

É por isso que lançamentos realizados em horários diferentes podem não produzir o mesmo espetáculo, mesmo utilizando foguetes semelhantes.

O Falcon 9 tinha uma missão importante na Estação Espacial Internacional

A decolagem fazia parte da missão CRS-35, o 35º voo comercial de reabastecimento realizado pela SpaceX para a NASA.

A cápsula Dragon transportava mais de 2.800 quilos de suprimentos, equipamentos e experimentos científicos destinados ao laboratório orbital.

Entre os materiais estavam instrumentos para pesquisas e componentes relacionados à infraestrutura energética da estação.

Portanto, embora a medusa espacial tenha chamado a atenção do público, o objetivo principal da operação era abastecer a tripulação e apoiar as atividades científicas realizadas em órbita.

A NASA também destacou o fenômeno em sua seleção de imagem astronômica do dia 16 de outubro de 2026.

O registro, produzido por Eric Holland em Indian Harbour Beach, na Flórida, mostra em vídeo acelerado o foguete subindo enquanto sua pluma se espalha e começa a brilhar.

As imagens também registram a separação dos estágios do Falcon 9 e movimentos do propulsor reutilizável.

A gigantesca medusa espacial é, portanto, uma ilusão visual criada por um processo físico real: gases em expansão iluminados pelo Sol enquanto a superfície terrestre ainda está escura.

Um fenômeno que transforma a engenharia aeroespacial em um dos espetáculos mais impressionantes que podem aparecer no céu.

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