O verão de 2024 marcou o Brasil com temperaturas extremas, tornando-se um dos mais quentes desde o início dos registros. Mesmo sob influência da La Niña, fenômeno que costuma provocar resfriamento, o calor foi persistente e generalizado. A situação acende um alerta sobre os efeitos da mudança climática e as perspectivas para o restante do ano indicam que o calor ainda deve marcar presença.
Verão entra no ranking dos mais quentes
Segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), o verão de 2024 foi o sexto mais quente registrado no país desde 1961. A média nacional das temperaturas ficou 0,34°C acima da média histórica, o que contribuiu para ondas de calor sucessivas em várias regiões, levando cidades a baterem recordes de temperatura.
No Rio de Janeiro, por exemplo, a intensidade do calor chegou a alterar a coloração do mar, evidenciando o impacto ambiental da elevação térmica. A expectativa de que a La Niña proporcionasse temperaturas mais amenas não se confirmou, reforçando a influência das mudanças climáticas globais.
Mudanças climáticas são parte do cenário
Os especialistas apontam que o principal fator por trás do calor anormal é o aumento da emissão de gases de efeito estufa. Mesmo com a presença de fenômenos naturais que normalmente amenizariam o clima, o aquecimento global tem elevado a temperatura média do planeta, alterando padrões esperados de comportamento climático.
A comparação com o verão anterior, de 2023/2024, que teve influência do El Niño — associado ao aquecimento das águas do Pacífico — mostra que, com ou sem esses fenômenos, o calor continua se intensificando.
O que esperar do outono
Abril marca a transição para o outono, estação que normalmente traz temperaturas mais amenas. No entanto, o outono de 2024 não deverá seguir o padrão habitual, segundo os meteorologistas. Ainda haverá dias quentes, com a chegada das primeiras massas de ar polar, embora de intensidade variada.
Primeira massa de ar frio
- Previsão para esta semana;
- Fraca e restrita ao Rio Grande do Sul.
Segunda massa de ar frio (5 a 9 de abril)
- Santa Catarina: mínima de 19°C
- Rio Grande do Sul: mínima de 14°C
- Curitiba: mínima de 14°C
- Mato Grosso do Sul: mínima de 22°C
- São Paulo: mínima de 16°C
- Rio de Janeiro: mínima de 18°C
- Sul de Minas e Zona da Mata: sem valores específicos
Terceira massa de ar frio (12 a 16 de abril)
- Deve ser a mais intensa do período.
- Santa Catarina: mínima de 17°C
- Rio Grande do Sul: mínima de 14°C
- Paraná: mínima de 13°C
- Mato Grosso do Sul: mínima de 18°C
- São Paulo: mínima de 18°C
- Rio de Janeiro: mínima de 15°C
- Minas Gerais: mínima de 18°C
Embora o frio comece a dar os primeiros sinais, as temperaturas acima da média seguirão marcando presença, exigindo atenção tanto da população quanto dos órgãos responsáveis por monitorar os efeitos das mudanças climáticas.
[Fonte: G1 – Globo]