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Tecnologia

Amazon quer disputar a internet via satélite para celulares e prepara rival do Starlink

Empresa planeja lançar mais de 5 mil satélites para conectar smartphones diretamente ao espaço. O objetivo é competir com o Starlink, que já oferece esse tipo de serviço em dezenas de países.
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Tempo de leitura: 4 minutos

Até pouco tempo, perder o sinal da operadora significava ficar completamente sem conexão até encontrar outra antena de telefonia. Esse cenário começa a mudar graças aos satélites de órbita baixa, capazes de se comunicar diretamente com celulares compatíveis e manter serviços essenciais mesmo em regiões sem cobertura terrestre.

Enquanto o Starlink já oferece esse tipo de conectividade em diversos países, a Amazon prepara uma estratégia ambiciosa para entrar na disputa. A empresa pretende construir uma gigantesca rede de satélites voltada exclusivamente para comunicação direta com dispositivos móveis.

Amazon quer lançar mais de 5 mil satélites para celulares

Empresas Incentivaram FuncionáriOS A Usar Ia Sem Limites Amazon
© Shutterstock

A Amazon solicitou à Comissão Federal de Comunicações dos Estados Unidos (FCC) autorização para colocar em órbita até 5.105 satélites de baixa altitude.

Batizado de Amazon Leo Direct-to-Device (D2D), o sistema foi projetado para se comunicar diretamente com smartphones compatíveis e dispositivos da Internet das Coisas (IoT), utilizando faixas de frequência atualmente licenciadas pela Globalstar.

Segundo o plano apresentado, o lançamento da constelação deverá começar em 2028, caso receba aprovação regulatória.

A empresa pretende oferecer serviços de voz, mensagens, dados, comunicação para veículos conectados e suporte a operações remotas em locais onde as redes celulares convencionais não chegam.

Projeto é diferente da internet via satélite da Amazon

Apesar de também utilizar satélites, a nova constelação não será uma expansão direta do Projeto Kuiper, serviço de internet banda larga que a Amazon já começou a implantar.

O sistema Direct-to-Device terá uma função diferente.

Enquanto a rede Kuiper exige terminais específicos, como os equipamentos Leo Nano, Leo Pro e Leo Ultra, a nova infraestrutura permitirá conexão direta com celulares compatíveis, dispensando antenas dedicadas.

A Amazon já colocou mais de 390 satélites da rede Kuiper em órbita e espera iniciar o serviço comercial de banda larga fixa ainda em 2026.

Constelação será distribuída em cinco altitudes

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© TICnoticos – Youtube

Segundo a proposta enviada à FCC, os satélites serão posicionados em cinco camadas orbitais diferentes.

As altitudes previstas são 510, 540, 560, 570 e 580 quilômetros, permitindo ampliar a cobertura em regiões de médias e altas latitudes, além das áreas próximas aos polos.

As comunicações com celulares utilizarão as bandas L e S, enquanto os enlaces entre satélites e estações terrestres funcionarão nas bandas Ka e V.

Cada satélite contará com processamento próprio de sinais, feixes digitais e conexões ópticas para transmissão de dados entre diferentes unidades da constelação.

A expectativa da empresa é que cada equipamento permaneça em operação entre seis e oito anos antes de iniciar sua retirada controlada da órbita.

Compra da Globalstar fortalece estratégia da Amazon

A expansão da Amazon também depende da aquisição da operadora de satélites Globalstar.

Em abril, a companhia anunciou um acordo avaliado em aproximadamente US$ 11,6 bilhões para incorporar a empresa, operação que deverá ser concluída em 2027.

Além da infraestrutura terrestre, a compra inclui direitos sobre frequências licenciadas e as constelações HIBLEO e C-3.

Esses ativos deverão operar em conjunto com a futura rede Amazon Leo.

A Globalstar também mantém uma parceria de longo prazo com a Apple, fornecendo a infraestrutura utilizada por recursos de comunicação via satélite disponíveis em determinados modelos de iPhone e Apple Watch, incluindo mensagens de emergência e assistência em estrada.

Tecnologia já foi utilizada durante incêndios na Espanha

Na prática, a conectividade direta entre satélites e celulares já começou a ser utilizada em situações reais.

Durante os incêndios florestais próximos a Madri, o Starlink disponibilizou gratuitamente o envio de mensagens SMS para clientes das operadoras MasOrange e Movistar localizados nas áreas afetadas.

Os smartphones LTE compatíveis passaram a se conectar automaticamente à rede Starlink Mobile quando a infraestrutura terrestre ficou indisponível.

O serviço funcionava melhor em locais com visão livre para o céu.

Além disso, Movistar, Orange e Vodafone anunciaram a ativação de serviços emergenciais via satélite para ajudar a manter as comunicações durante a crise.

Starlink ainda lidera essa corrida

Apesar dos planos ambiciosos da Amazon, o Starlink larga com vantagem.

Segundo o site Teslarati, até o fim de 2025 o serviço de conexão direta com celulares já estava disponível em 22 países, distribuídos por seis continentes.

A rede contava com mais de 650 satélites dedicados ao serviço, 27 operadoras parceiras e mais de 6 milhões de clientes ativos por mês.

A Amazon, por sua vez, pretende iniciar sua operação apenas em 2028, caso obtenha todas as autorizações necessárias.

Mais do que uma disputa pelo maior número de satélites em órbita, a competição entre as duas empresas representa uma nova etapa da conectividade global: levar a cobertura móvel para além das torres de telefonia, utilizando o espaço como extensão das redes terrestres.

 

[ Fonte: Xataka ]

 

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