Determinação, leveza e propósito.
Seguir Aleksandra Lima dos Santos
Onze anos após o desaparecimento de um avião com 239 pessoas a bordo, o caso MH370 continua sem resposta definitiva. Com a possibilidade de uma nova busca no oceano Índico, especialistas voltam a analisar cenários inquietantes que, apesar de controversos, seguem tecnicamente possíveis e mantêm o mistério vivo.
Como a mente constrói sonhos sem imagens? Pesquisas em neurociência mostram que pessoas cegas de nascimento têm experiências oníricas ricas e intensas, baseadas em sons, toques, cheiros e emoções. Esses sonhos desafiam a ideia de que “ver” é essencial para imaginar — e revelam a incrível plasticidade do cérebro humano.
Cinco pessoas passaram por uma experiência visual que nunca havia ocorrido antes. Em laboratório, pesquisadores conseguiram provocar a percepção de um tom inexistente na natureza e fora do espectro visual convencional. O achado levanta novas questões sobre os limites da percepção e pode abrir caminhos inesperados para a ciência da visão.
Robôs em competição, atletas treinando entre o físico e o digital e uma nova lógica cultural em construção. O Games of the Future nasce com uma proposta que ultrapassa o entretenimento e levanta uma questão central: estamos diante de um novo tipo de esporte ou de uma nova forma de viver, competir e se conectar?
O que parecia uma crise pontual está se tornando uma transformação estrutural. Grandes operações criadas para sustentar o bitcoin estão mudando de função, atraídas por um novo mercado mais estável e lucrativo. O impacto dessa mudança vai além dos negócios e levanta dúvidas sobre o futuro de toda uma rede digital.
Mesmo sendo prevenível, diagnosticável e tratável, a sífilis segue crescendo no país. Dados recentes revelam falhas persistentes no cuidado, na prevenção e no acompanhamento de gestantes e parceiros. O problema não está na medicina, mas na forma como a sociedade e o sistema de saúde lidam com o risco.
Durante décadas, os antivenenos mudaram muito pouco. Agora, uma nova geração de terapias baseadas em biotecnologia promete tratamentos mais seguros, rápidos e acessíveis contra picadas de serpentes. Anticorpos humanos, nanocorpos e até medicamentos orais estão redesenhando um campo vital para milhões de pessoas em risco.
Uma operação recente da Anvisa colocou sob os holofotes suplementos e produtos clandestinos que prometiam efeitos terapêuticos sem qualquer respaldo científico. Entre eles, itens que usavam indevidamente o nome de medicamentos famosos. A medida reacende o debate sobre riscos ocultos, propaganda enganosa e segurança sanitária no Brasil.
Mesmo antes da decisão oficial do Palácio do Planalto, a expectativa de um veto presidencial já movimenta os bastidores de Brasília. A oposição calcula que o desfecho do projeto pode se transformar em munição política poderosa, capaz de reorganizar discursos, alianças e estratégias rumo a 2026.
Durante décadas, a síndrome de fadiga crônica foi tratada como um enigma médico. Agora, um estudo genético de grande escala começa a revelar padrões ocultos que podem redefinir diagnósticos, tratamentos e a própria forma como a doença é compreendida pela ciência.
Uma hipótese que ganhou força nos últimos anos foi colocada à prova em um grande ensaio clínico. A ideia parecia lógica, os dados iniciais eram animadores, mas os resultados finais trouxeram um alerta duro para a ciência: nem toda teoria plausível se confirma quando testada em pacientes reais.
Beber menos, dormir melhor e pensar com mais clareza. Um comportamento discreto está alterando a forma como uma geração inteira lida com o trabalho, a criatividade e a saúde mental. A ciência começa a mostrar que essa mudança, longe de ser moral ou estética, tem efeitos reais no desempenho diário.
O aquecimento global não altera apenas o meio ambiente: ele está redesenhando silenciosamente os caminhos das doenças. Um grande estudo internacional revela que temperatura, chuvas e umidade estão mudando as regras do contágio, criando novos riscos sanitários difíceis de prever e controlar.
Quando se fala em tsunamis, imaginamos ondas cruzando oceanos após grandes terremotos. Mas o evento mais extremo já documentado pela ciência seguiu um caminho completamente diferente. Ele ocorreu em um local isolado, durou poucos minutos e alcançou uma altura que ainda hoje desafia os limites do que se considerava possível.
Trabalhar, estudar ou relaxar sentado virou rotina — mas pesquisas mostram que esse hábito silencioso cobra um custo alto ao longo do tempo. Os efeitos não aparecem de um dia para o outro, porém se acumulam e afetam o coração, o metabolismo, os músculos e até a saúde mental, mesmo em quem se exercita.
Uma decisão tomada no Senado, após articulações de bastidores e acordos controversos, reacendeu o embate entre governo e oposição. O projeto aprovado altera regras penais sensíveis, envolve condenações emblemáticas e agora coloca o presidente da República diante de uma escolha política com alto custo institucional.
Durante anos, a inteligência artificial foi apontada como uma nova vilã climática. Mas pesquisas recentes colocam números reais no debate e mostram um cenário bem menos alarmante. O impacto global da IA é menor do que se imaginava — e seu potencial para ajudar na transição ecológica pode ser maior do que o próprio custo energético.
Um contato tão cotidiano quanto um abraço ativa mecanismos profundos no cérebro ligados à identidade, ao equilíbrio emocional e à sensação de pertencimento. Pesquisas recentes mostram que o calor sentido na pele vai muito além do conforto imediato e ajuda a moldar como percebemos nosso próprio corpo e nosso bem-estar mental.
Não é carência, fome nem preferência pessoal. Um estudo recente revela que os gatos ajustam a forma como se comunicam dependendo de quem está à frente. Em casa, eles tendem a “aumentar o volume” ao interagir com homens — e a razão tem mais a ver com percepção humana do que com o felino.
Uma eventual crise em uma empresa-chave pode ter efeitos muito além do setor tecnológico. Investimentos bilionários, cadeias de suprimentos globais e a confiança no futuro da inteligência artificial estão hoje mais concentrados do que nunca — e isso pode transformar um problema isolado em um abalo sistêmico.