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Brasil aumenta mistura de etanol na gasolina para 32% e busca reduzir dependência do petróleo importado

O governo brasileiro aprovou o aumento da proporção obrigatória de etanol anidro na gasolina, elevando a mistura de 30% para 32%. A medida faz parte da estratégia para diminuir a dependência de combustíveis importados em meio às tensões no Oriente Médio e pode tornar o país autossuficiente no abastecimento de gasolina.
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Tempo de leitura: 3 minutos

Em um momento de instabilidade no mercado internacional de energia, o Brasil decidiu ampliar a participação do etanol na gasolina. A medida foi aprovada pelo Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) e entra em vigor após a publicação no Diário Oficial da União. Segundo o governo, a mudança busca fortalecer a produção nacional de biocombustíveis, reduzir a necessidade de importações e minimizar os impactos provocados pela alta do petróleo causada pelos conflitos no Oriente Médio.

O que muda com a nova mistura de etanol?

Com a decisão, toda gasolina vendida nos postos brasileiros passará a conter 32% de etanol anidro.

Para os consumidores, a mudança acontece automaticamente, já que a mistura é realizada pelas distribuidoras antes de o combustível chegar aos postos.

A resolução terá validade inicial de 180 dias e poderá ser prorrogada uma única vez por igual período.

O CNPE, responsável pela aprovação da medida, é presidido pelo ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, e reúne representantes de diversos ministérios envolvidos na formulação da política energética do país.

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Segundo o Ministério de Minas e Energia, o aumento da mistura faz parte de uma estratégia para reduzir a exposição do Brasil às oscilações do mercado internacional de petróleo.

Atualmente, cerca de 15% da gasolina consumida no país é importada.

Ao elevar a participação do etanol produzido internamente, o consumo de gasolina pura diminui, reduzindo também a necessidade de compras no exterior.

Estimativas do governo indicam que a medida poderá evitar a importação de aproximadamente 450 milhões de litros de gasolina.

Na avaliação do ministro Alexandre Silveira, o aumento da mistura poderá levar o Brasil à autossuficiência no abastecimento desse combustível.

Testes indicam que mudança não afeta o desempenho dos veículos

O aumento da proporção de etanol já havia sido anunciado anteriormente pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, mas dependia da aprovação formal do CNPE.

Segundo o Ministério de Minas e Energia, a decisão foi baseada em testes técnicos que não identificaram impactos relevantes no desempenho dos veículos.

De acordo com a pasta, os resultados foram positivos tanto para automóveis flex quanto para modelos equipados com motores exclusivamente a gasolina.

Mistura pode aumentar para 35% no futuro

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O governo brasileiro já estuda uma nova ampliação da mistura obrigatória.

Atualmente, o Comitê Técnico Permanente do Combustível do Futuro realiza avaliações sobre a viabilidade da gasolina E35, composta por 35% de etanol.

Os estudos analisam fatores como durabilidade dos componentes mecânicos, desempenho dos motores e efeitos do uso prolongado desse combustível.

Caso os resultados confirmem a segurança da nova composição, o percentual poderá ser elevado novamente nos próximos anos.

Etanol ganha importância na matriz energética brasileira

Além de reduzir a dependência de combustíveis fósseis importados, o governo considera que a ampliação do uso do etanol fortalece a matriz energética nacional.

Produzido principalmente a partir da cana-de-açúcar, o biocombustível ocupa posição estratégica na política energética brasileira por contribuir para a redução das emissões de gases de efeito estufa e estimular a produção agrícola do país.

Em um cenário de incertezas no mercado internacional de petróleo, a aposta no etanol também busca aumentar a segurança energética do Brasil, reduzindo a vulnerabilidade a crises externas e à volatilidade dos preços do barril no mercado global.

 

[ Fonte: Clarín ]

 

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