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Diretor de Resident Evil pede calma aos fãs: “Assistam ao filme e depois julguem”

Zach Cregger entende a desconfiança dos fãs com sua adaptação de Resident Evil, mas acredita que o novo filme mostrará o quanto respeita os games
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Tempo de leitura: 3 minutos

Falta pouco para a estreia do novo Resident Evil, dirigido por Zach Cregger, e boa parte da conversa em torno do filme continua concentrada em uma pergunta: até que ponto ele será fiel aos videogames?

A preocupação não surgiu por acaso. Em vez de utilizar personagens famosos da franquia, como Leon S. Kennedy, Claire ou Chris Redfield, Cregger decidiu contar uma história original.

O protagonista será Bryan, um entregador interpretado por Austin Abrams que recebe a missão de levar uma encomenda até Raccoon City. O problema, naturalmente, é que sua viagem rapidamente se transforma em uma luta pela sobrevivência em uma noite de inverno infestada por zumbis.

Para alguns fãs, isso simplesmente não parece Resident Evil.

Cregger sabe disso. E depois de meses tentando explicar sua decisão, parece ter chegado a uma conclusão simples: é melhor assistir ao filme antes de julgá-lo.

Cregger admite que talvez tenha sido “ingênuo”

Em entrevista ao IGN, o diretor reconheceu que talvez tenha sido “ingênuo” ao imaginar que os fãs aceitariam imediatamente a ideia de acompanhar um personagem completamente novo.

Curiosamente, ele próprio entende de onde vem a resistência.

Cregger revelou que não assistiu aos filmes anteriores em live-action porque eles não pareciam representar o Resident Evil que ele amava.

Por isso, seria contraditório criticar fãs que olham para seu projeto e chegam inicialmente à mesma conclusão.

O diretor espera, porém, que essa percepção mude depois da estreia.

Segundo Cregger, sua intenção é fazer com que os fãs reconheçam o carinho pelos jogos espalhado pelo longa. Para ele, apesar de não adaptar diretamente a história de um título específico, este continua sendo genuinamente um filme de Resident Evil.

O filme não terá Leon, Chris ou Claire como protagonistas

Essa é provavelmente a decisão que mais provoca resistência.

Resident Evil possui dezenas de personagens conhecidos e uma mitologia construída ao longo de décadas. Seria relativamente fácil escolher Leon, Jill Valentine, Chris Redfield ou Claire Redfield e adaptar diretamente alguma aventura.

Cregger preferiu outro caminho.

Bryan é essencialmente uma pessoa comum tentando sobreviver em uma situação absurda. Essa perspectiva também permite ao filme explorar o terror através de alguém que não possui a experiência de combate dos protagonistas tradicionais dos games.

O diretor já explicou anteriormente que pretende capturar o espírito dos jogos, mesmo sem reproduzir suas histórias literalmente.

E ele parece conhecer bem a franquia. Em diferentes entrevistas, Cregger comentou momentos e características específicas dos games que influenciaram sua visão do universo.

Mesmo assim, convencer os fãs antes da estreia está se tornando cansativo.

“Agora eu só digo: assistam ao filme”

Em outra entrevista, desta vez ao The Playlist, Cregger brincou que passou os últimos meses em uma espécie de “turnê de desculpas”.

Segundo o cineasta, a situação começou a parecer uma campanha eleitoral, na qual precisava constantemente convencer os fãs de que não era alguém apenas fingindo conhecer Resident Evil.

Agora sua estratégia mudou.

Em vez de continuar tentando explicar cada escolha, ele prefere deixar o próprio filme responder às críticas.

A lógica é simples: assistam primeiro. Se depois disso a sensação continuar sendo a de que o longa não representa Resident Evil, então a crítica será justa.

A pressão é enorme depois de tantas adaptações

A reação dos fãs também pode ser compreendida pelo histórico da franquia nos cinemas.

Resident Evil já passou por diferentes adaptações live-action, muitas delas bastante distantes das histórias dos jogos.

Isso criou uma situação complicada para qualquer novo diretor.

Os fãs não querem necessariamente uma reprodução cena por cena dos games, mas também estão cansados de adaptações que utilizam o nome Resident Evil enquanto seguem caminhos completamente diferentes.

Cregger tenta encontrar um meio-termo: personagens e história originais dentro de um universo que, segundo ele, respeita profundamente a identidade da franquia.

Será suficiente?

A resposta chegará em breve.

Resident Evil estreia em 18 de setembro. Depois disso, Cregger finalmente poderá parar de explicar por que seu filme não é uma adaptação direta dos games.

E os fãs poderão decidir por conta própria se Bryan realmente pertence ao aterrorizante mundo de Raccoon City.

 

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