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EUA cancelam vistos de servidores brasileiros por suposta ligação com trabalho forçado em programa de saúde

O Departamento de Estado dos EUA revogou vistos e impôs restrições a servidores brasileiros e ex-funcionários da OPAS, acusados de envolvimento no envio de médicos cubanos ao Brasil no âmbito do Mais Médicos. Washington alega que o esquema configurou exportação de mão de obra forçada pelo regime cubano.
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Tempo de leitura: 2 minutos

Uma decisão do Departamento de Estado dos Estados Unidos elevou a tensão diplomática com o Brasil. O governo norte-americano anunciou o cancelamento de vistos de servidores e ex-funcionários ligados ao programa Mais Médicos, acusando-os de cumplicidade com o regime cubano em um esquema de trabalho forçado. A medida inclui também familiares dos citados e reacende o debate sobre as parcerias internacionais na área da saúde.

O alvo das sanções

Segundo nota assinada pelo secretário de Estado Marco Rubio, as medidas têm como objetivo punir a participação em um “esquema de exportação de mão de obra do regime cubano” por meio do programa Mais Médicos, criado durante o governo Dilma Rousseff.
Rubio classificou o programa como “um golpe diplomático inconcebível” e reforçou que a decisão é parte de uma política mais ampla para combater práticas consideradas exploratórias.

Quem está na lista

Entre os nomes divulgados pelo Departamento de Estado estão Mozart Julio Tabosa Sales, atual secretário de Atenção Especializada à Saúde do Ministério da Saúde, e Alberto Kleiman, coordenador-geral para a COP30, ex-assessor de Relações Internacionais do Ministério da Saúde e ex-diretor de Relações Externas da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS).
A medida também se estende a ex-funcionários da OPAS e aos familiares diretos de todos os envolvidos.

Contexto do programa Mais Médicos

Criado em 2013, o Mais Médicos tinha como objetivo suprir a carência de profissionais de saúde em regiões remotas do Brasil. Grande parte dos médicos contratados veio de Cuba, em um acordo mediado pela OPAS.
Críticos do programa, especialmente nos EUA, apontam que médicos cubanos recebiam apenas uma fração do pagamento, enquanto o restante era retido pelo governo de Havana — prática classificada por Washington como trabalho forçado.

Impactos diplomáticos

A decisão norte-americana pode gerar atritos nas relações com o Brasil, que historicamente defendeu o Mais Médicos como uma iniciativa de cooperação internacional voltada à saúde pública.
Embora não haja, até o momento, reação oficial do governo brasileiro, a medida reacende debates sobre a transparência e as condições trabalhistas em programas internacionais de saúde.

Repercussão e próximos passos

Ainda não está claro se a decisão dos EUA terá efeitos sobre outros funcionários ou programas semelhantes. Especialistas em relações internacionais avaliam que a medida pode ser interpretada como um recado político, em um momento em que Washington mantém uma postura dura contra o governo cubano e qualquer iniciativa que considere explorar trabalhadores para fins estatais.
O caso deverá ser acompanhado de perto por diplomatas e pelo setor da saúde, dado o potencial de impacto sobre futuras cooperações internacionais.

 

[ Fonte: CNN Brasil ]

 

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