Os fãs de terror que perderam Evil Dead Burn nos cinemas não precisarão esperar muito para assistir ao novo capítulo da franquia em casa. A produção chegará às plataformas de compra e aluguel digital em 4 de agosto, pouco menos de um mês após sua estreia nos cinemas, enquanto a versão em mídia física será lançada em 22 de setembro.
A rápida transição para o mercado doméstico reflete um desempenho comercial abaixo do esperado, embora o longa tenha conquistado elogios de parte da crítica e dos fãs pelo nível de violência, maquiagem prática e cenas de horror.
Lançamento digital inclui conteúdos extras
Segundo o site Bloody Disgusting, tanto a versão digital quanto a edição física trarão materiais especiais para os fãs da franquia.
Entre os extras confirmados estão três documentários curtos que exploram diferentes aspectos da produção:
- O legado da franquia Evil Dead;
- Os bastidores das cenas de ação e dos efeitos práticos;
- A produção de uma das sequências mais impressionantes do filme.
Os conteúdos oferecem uma visão dos desafios técnicos envolvidos na criação do terror sangrento característico da série iniciada por Sam Raimi.
Bilheteria ficou abaixo do filme anterior
Apesar da expectativa em torno do lançamento, Evil Dead Burn arrecadou pouco mais de US$ 60 milhões nas bilheterias mundiais.
Desse total, cerca de US$ 30 milhões vieram do mercado norte-americano.
Os números ficaram bem abaixo de Evil Dead Rise, lançado anteriormente, que alcançou aproximadamente US$ 150 milhões em todo o mundo, incluindo cerca de US$ 70 milhões apenas nos Estados Unidos.
A diferença transformou Burn em uma das maiores decepções comerciais recentes da franquia, mesmo sem representar um fracasso absoluto.
Violência extrema continua sendo o principal atrativo
Embora os resultados financeiros tenham decepcionado, o filme mantém as características que fizeram Evil Dead se tornar uma das séries de terror mais cultuadas do cinema.
A história acompanha uma família ligada ao Livro dos Mortos (Necronomicon) e às entidades demoníacas conhecidas como Deadites, responsáveis por desencadear uma sequência de acontecimentos brutais.
Diferentemente de alguns capítulos anteriores, Evil Dead Burn aposta menos no humor ácido e concentra seus esforços em cenas de horror gráfico, violência explícita e efeitos práticos que elevam o nível de gore.
A protagonista, interpretada por Souheila Yacoub, também recebeu elogios por sua atuação e pelo papel central na luta contra as criaturas sobrenaturais.
O final aponta para o futuro da franquia
Além das sequências sangrentas, outro elemento que chamou a atenção dos fãs foi o desfecho da história.
Sem revelar detalhes, o encerramento deixa pistas claras de que o universo de Evil Dead ainda tem espaço para novos filmes e possíveis conexões entre diferentes capítulos da saga.
Criada por Sam Raimi em 1981, a franquia permanece como uma das mais influentes do gênero de terror, misturando possessões demoníacas, violência exagerada e efeitos visuais marcantes que atravessaram mais de quatro décadas de história.
Para quem aprecia filmes de horror intenso e não se incomoda com cenas extremamente gráficas, Evil Dead Burn chega ao mercado digital como uma oportunidade de conhecer um dos lançamentos mais violentos da franquia, mesmo que seu desempenho nos cinemas tenha ficado aquém das expectativas.