O Panamá passou a sexta-feira, 9 de outubro, sob uma sequência de abalos que levou moradores às ruas e mobilizou equipes de emergência. Depois do terremoto registrado às 12h56, no horário local, novos movimentos atingiram o país. Uma das réplicas recebeu magnitude preliminar de 6,9 nos relatos locais, mas o registro americano indicou 6,6, mostrando como os primeiros números ainda exigiam atualização.
Por que as magnitudes divulgadas são diferentes?

A notícia publicada pelo Infobae informou que o Instituto de Geociências da Universidade do Panamá calculou magnitude 7,2 para o terremoto principal. Também situou a réplica de 6,9 nas proximidades da ilha de Coiba, no Pacífico, com profundidade estimada em dez quilômetros. A reportagem passou a mencionar mais de 95 movimentos no título, embora seu texto ainda apresentasse uma contagem anterior.
Já o registro do Serviço Geológico dos Estados Unidos consultado apresenta magnitude 7,6 para o evento principal, perto de Pitaloza Arriba. Para o movimento posterior, o catálogo americano registra magnitude 6,6, a oeste de Río Grande. Por isso, o número de 6,9 precisa ser entendido como a estimativa divulgada na cobertura local, e não como uma medição consensual.
Essas diferenças também apareceram na cobertura internacional. A Associated Press relatou que o cálculo americano do primeiro terremoto passou de 8,0 para 7,6 e depois para 7,7. A sucessão de valores reforça a importância de identificar a instituição e a atualização de cada boletim ao acompanhar uma emergência.
Danos e evacuações atingem várias regiões
A emissora de televisão RPC-TV estava transmitindo ao vivo quando os apresentadores perceberam que o prédio começava a tremer, foram obrigados a evacuar do prédio, já foram registrada desde o terremoto, 10 replicas.#Panamá pic.twitter.com/swCEYWnaHi
— Hugo Borges (@hbj_r77032) October 9, 2026
Os abalos provocaram danos em igrejas, residências e edifícios públicos, principalmente no interior do país. Penonomé esteve entre as cidades com relatos de construções afetadas. As autoridades iniciaram inspeções para avaliar a segurança dos imóveis, enquanto o governo determinou o fechamento das repartições públicas durante a sexta-feira.
Na capital, o tremor retirou milhares de pessoas dos prédios e complicou o deslocamento pelas ruas. Segundo a Reuters, houve interrupções de energia em seis províncias. Apesar da força do terremoto, os primeiros relatos não apontavam destruição generalizada em todo o território. Essa avaliação inicial, porém, ainda dependia das vistorias nas áreas atingidas.
Transporte e abastecimento exigem atenção
O metrô suspendeu temporariamente suas duas linhas para inspeções. O aeroporto de Tocumen também interrompeu as operações, mas retomou os voos ainda na sexta-feira. O Canal do Panamá manteve a navegação, com verificações preventivas de sua infraestrutura.
No abastecimento, falhas elétricas reduziram a produção de estações de tratamento. A unidade de Chilibre, importante para a capital e San Miguelito, chegou a operar com apenas 20% da capacidade, segundo o relato do Infobae.
O alerta inicial de tsunami foi posteriormente retirado, conforme a cobertura internacional. Ainda assim, a continuidade dos tremores manteve a necessidade de acompanhar novos boletins. O Sistema Nacional de Proteção Civil reúne canais oficiais e orientações de preparação para emergências, enquanto o levantamento dos danos segue sujeito a atualização.