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Tecnologia

Google Maps prepara uma transformação que pode fazer você abrir o aplicativo para muito mais do que encontrar caminhos

O Google Maps ganhou recursos para executar tarefas que antes exigiam vários aplicativos. Restaurantes, hotéis, eventos e até informações pessoais entram nessa nova experiência.
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Tempo de leitura: 4 minutos

Durante anos, abrir o Google Maps significava principalmente procurar um endereço, descobrir como chegar a algum lugar ou encontrar estabelecimentos próximos. Essa lógica começa a mudar. O Google apresentou uma série de recursos que transforma o serviço em uma espécie de assistente para tarefas cotidianas. A ideia é simples: você pergunta o que deseja fazer e o Maps não apenas encontra o lugar, mas também ajuda a concluir a tarefa.

O Google Maps agora quer encontrar seu jantar e ajudar a fazer o pedido

Google Maps prepara uma transformação que pode fazer você abrir o aplicativo para muito mais do que encontrar caminhos
© YouTube

Uma das principais mudanças acontece no Ask Maps, recurso que permite conversar com o aplicativo usando perguntas em linguagem natural.

Em vez de pesquisar separadamente por restaurantes e analisar cardápios, o usuário poderá fazer uma solicitação bastante específica.

Seria possível perguntar, por exemplo, onde encontrar perto de casa um restaurante que ofereça torrada vegana com abacate e latte preparado com leite de aveia.

O Ask Maps analisará as opções disponíveis e apresentará estabelecimentos compatíveis com o pedido.

A grande novidade aparece no passo seguinte.

Depois de escolher o restaurante, o usuário poderá selecionar a opção “Order online” e iniciar o pedido utilizando serviços compatíveis, como Square, Toast ou Uber Eats.

Os produtos escolhidos serão adicionados a um carrinho, permitindo incluir outros itens antes de seguir para o pagamento na plataforma selecionada.

Na prática, o Maps deixa de funcionar apenas como ferramenta para descobrir onde existe determinado restaurante e passa a ajudar também naquilo que o usuário realmente queria fazer: pedir comida.

E essa mesma lógica será aplicada a outra situação extremamente comum.

Procurar um hotel também ficará muito mais parecido com conversar com um assistente

O Google quer eliminar parte do trabalho envolvido na busca por hospedagem.

Em vez de configurar manualmente diferentes filtros, o usuário poderá explicar diretamente suas necessidades ao Ask Maps.

Imagine uma viagem para uma conferência no centro de Miami. Seria possível pedir um hotel bem avaliado, com preço razoável, atmosfera artística e localizado perto de academias e restaurantes.

O sistema interpretará esses critérios, comparará preços e verificará a disponibilidade antes de apresentar as opções consideradas mais adequadas.

Depois de escolher uma delas, o usuário poderá acessar o site do parceiro para concluir a reserva.

A experiência pretende aproximar a pesquisa no Maps de uma conversa com alguém que conhece tanto a cidade quanto as preferências apresentadas pelo viajante.

Eventos também entram nessa estratégia.

Perguntas como “Quais shows de comédia ou apresentações de música ao vivo acontecem perto do trabalho esta noite?” poderão retornar eventos compatíveis acompanhados de opções para comprar ingressos.

Os novos recursos relacionados a pedidos, reservas e eventos serão disponibilizados inicialmente para usuários nos Estados Unidos.

Mas existe outra novidade que pode tornar o Maps consideravelmente mais pessoal.

O aplicativo poderá usar informações do Gmail e do calendário para entender seus planos

O Google também anunciou a chegada do Personal Intelligence ao Ask Maps.

Quando ativado, o recurso poderá utilizar informações presentes nos e-mails e no calendário do usuário para produzir respostas contextualizadas.

Isso abre possibilidades que vão além das pesquisas tradicionais.

Um viajante poderá perguntar a que horas seu próximo voo pousará em Vancouver, por exemplo. O sistema poderá identificar os dados relacionados à viagem e responder sem que seja necessário procurar manualmente pela confirmação da passagem.

Também será possível solicitar restaurantes e atividades próximos ao hotel da viagem.

Nesse caso, o Ask Maps poderá utilizar as informações disponíveis para compreender onde a pessoa ficará hospedada e apresentar sugestões relevantes para aquela localização.

Há, porém, uma questão importante relacionada à privacidade: o Personal Intelligence permanecerá desativado por padrão.

Portanto, o Maps não deverá começar automaticamente a consultar informações pessoais do usuário. Será necessário ativar o recurso para permitir esse tipo de integração.

Essa combinação entre localização, inteligência artificial e informações pessoais mostra claramente a direção escolhida pelo Google.

O objetivo não é apenas responder perguntas sobre mapas, mas compreender o contexto no qual elas estão sendo feitas.

O Maps também começará a lembrar o que você perguntou anteriormente

Outra mudança importante está relacionada à memória das conversas.

O Ask Maps poderá recordar interações anteriores, permitindo continuar o planejamento sem começar tudo novamente.

Depois de organizar parcialmente uma viagem, por exemplo, o usuário poderá voltar posteriormente e perguntar: “Quais atividades você havia sugerido para minha viagem a Seattle?”

O sistema recuperará o contexto anterior e permitirá continuar a partir daquele ponto.

Esse tipo de memória pode ser particularmente útil para viagens, nas quais hotéis, restaurantes, atrações, transporte e horários costumam ser pesquisados durante vários dias.

O Google também prepara um widget de transporte público em tempo real dentro do Ask Maps.

A ferramenta permitirá acompanhar atrasos e condições atualizadas das linhas diretamente durante a interação com o assistente.

Tanto o Personal Intelligence quanto o novo recurso de trânsito deverão chegar aos mercados onde o Ask Maps já estiver disponível.

Todas essas mudanças apontam para uma transformação maior.

Durante muito tempo, o Google Maps respondeu principalmente a duas perguntas: onde fica e como chegar?

Agora, o Google quer que o aplicativo responda também a outras: onde devo comer, qual hotel combina comigo, o que posso fazer esta noite, quando meu voo chega e o que havíamos planejado para aquela viagem?

O mapa continua ali. Mas, cada vez mais, ele parece estar se tornando apenas o ponto de partida.

[Fonte: cadena 3]

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