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Europa domina entre os países mais ricos, mas um detalhe mostra por que os Estados Unidos continuam fora da curva

Novo relatório global sobre riqueza revela diferenças marcantes entre patrimônio médio e mediano. Enquanto a Europa lidera em distribuição, os Estados Unidos concentram uma parcela gigantesca da riqueza mundial.
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Tempo de leitura: 3 minutos

Quando o assunto é riqueza, os Estados Unidos costumam ocupar o topo dos rankings internacionais. Mas a fotografia muda bastante quando a análise vai além da média e observa como o patrimônio está distribuído entre a população. Dados do UBS Global Wealth Report 2026 mostram que diversos países europeus superam os americanos em riqueza mediana, revelando diferenças profundas na concentração de patrimônio e na formação da classe média.

Suíça lidera o ranking mundial de riqueza por adulto

Europa domina entre os países mais ricos, mas um detalhe mostra por que os Estados Unidos continuam fora da curva
© Pexels

O relatório analisou 56 países que, juntos, concentram mais de 92% da riqueza global.

No fim de 2025, a Suíça apareceu como o país com maior riqueza média por adulto do planeta, alcançando € 777.506.

Os Estados Unidos ocupam a segunda posição, com € 594.651 (US$ 696.277), seguidos por Luxemburgo, que lidera entre os países da União Europeia com uma média de € 559.170 por adulto.

Hong Kong, Austrália e Singapura também figuram entre os primeiros colocados, todos acima de € 450 mil em riqueza média.

Na Europa, Dinamarca, Noruega e Países Baixos completam o grupo dos dez países mais ricos nesse indicador.

Além deles, Bélgica e Suécia também ultrapassam a marca de € 300 mil em patrimônio médio por adulto.

Segundo o relatório, os Estados Unidos concentram 38,1% de toda a riqueza pessoal existente entre os países analisados.

A Europa Ocidental aparece em segundo lugar, com 21,9%, enquanto a Europa Oriental representa apenas 3,3%.

As maiores economias da Europa apresentam patrimônios semelhantes

Entre as cinco maiores economias europeias, as diferenças são menores do que muitos imaginam.

A Alemanha ocupa a melhor colocação, na 14ª posição do ranking mundial, com riqueza média de € 296.023 por adulto.

Logo atrás aparecem França (€ 291.536), Espanha (€ 261.689), Reino Unido (€ 250.071) e Itália (€ 238.653).

Outros países europeus que aparecem entre os 30 primeiros incluem Irlanda, Áustria, Finlândia, Portugal, Malta e Grécia.

Embora existam diferenças entre eles, os valores permanecem relativamente próximos quando comparados aos extremos do ranking global.

O patrimônio mediano muda completamente a classificação

Quando os pesquisadores analisam a riqueza mediana — ou seja, o patrimônio do adulto que ocupa exatamente o centro da distribuição — o cenário muda de forma significativa.

Esse indicador reduz o peso dos bilionários e grandes fortunas, oferecendo uma visão mais próxima da realidade da população.

Nesse ranking, Luxemburgo assume a liderança mundial, com riqueza mediana de € 336.498.

Bélgica aparece em segundo lugar, seguida por Austrália, Nova Zelândia, Hong Kong, Dinamarca, Suíça e Noruega.

Entre as grandes economias europeias, a Itália passa a ocupar a melhor posição, com patrimônio mediano de € 111.881, alcançando o 11º lugar no mundo.

Reino Unido (€ 107.042), França (€ 104.106) e Espanha (€ 95.290) aparecem logo atrás.

A maior surpresa é a Alemanha.

Apesar de figurar entre os países com maior riqueza média, ela registra riqueza mediana de apenas € 45.679, ocupando a última posição entre os 30 países analisados nesse indicador.

A diferença revela onde a riqueza está concentrada

A comparação entre riqueza média e riqueza mediana mostra o quanto o patrimônio pode estar concentrado em uma pequena parcela da população.

Os Estados Unidos ilustram esse fenômeno de forma clara.

Enquanto ocupam o segundo lugar mundial em riqueza média, caem para a terceira posição a partir do fim no ranking de riqueza mediana, registrando apenas € 58.927.

É a maior queda observada em toda a pesquisa.

Alemanha, Suécia e Singapura também apresentam diferenças expressivas entre os dois indicadores, sugerindo elevada concentração de riqueza nas camadas mais ricas da população.

Em contrapartida, países como Itália, Bélgica, Reino Unido, Malta e Japão sobem várias posições quando a análise considera a riqueza mediana.

Segundo o UBS, isso indica uma distribuição patrimonial mais equilibrada e uma classe média relativamente mais robusta.

Os autores destacam que a riqueza mediana costuma representar melhor a situação da maioria da população do que a riqueza média, fortemente influenciada pelas grandes fortunas.

Ainda assim, o relatório faz uma ressalva importante.

Nenhum desses indicadores mede diretamente o poder de compra dos habitantes.

Mesmo assim, na comparação regional, os Estados Unidos continuam apresentando a maior riqueza média por adulto, com € 594.651, enquanto a Europa Ocidental registra € 287.884 e a Europa Oriental apenas € 53.055, evidenciando as profundas diferenças patrimoniais entre as regiões do mundo.

[Fonte: Euronews]

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