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Justiça brasileira barra plano de Milei e Bolsonaro volta a enfrentar novo isolamento

Uma decisão da Justiça brasileira muda os planos de Javier Milei durante sua próxima viagem ao Brasil e amplia as restrições impostas a Jair Bolsonaro em meio ao cenário eleitoral.
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Tempo de leitura: 3 minutos

A viagem de Javier Milei ao Brasil prometia incluir um encontro de forte simbolismo político, mas uma nova decisão do Supremo Tribunal Federal alterou completamente os planos. Além de impedir a visita do presidente argentino, a Justiça endureceu novamente as regras da prisão domiciliar de Jair Bolsonaro, ampliando as restrições em um momento de intensa movimentação para as eleições presidenciais brasileiras.

STF impede visita de Milei a Bolsonaro durante viagem ao Brasil

Justiça brasileira barra plano de Milei e Bolsonaro volta a enfrentar novo isolamento
© YouTube

O presidente da Argentina, Javier Milei, não poderá visitar o ex-presidente Jair Bolsonaro durante sua viagem ao Brasil. A autorização solicitada pela defesa de Bolsonaro foi negada neste sábado pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), responsável por acompanhar o cumprimento da pena de 27 anos imposta ao ex-chefe de Estado por liderar a tentativa de golpe de Estado após as eleições de 2022.

Os advogados de Bolsonaro haviam solicitado que Milei pudesse encontrá-lo no próximo dia 25 de julho, quando o presidente argentino estará no Brasil para participar do lançamento oficial da candidatura presidencial do senador Flávio Bolsonaro, em São Paulo.

Dias antes, Milei havia confirmado publicamente sua intenção de incluir Brasília no roteiro da viagem. “No dia 25 viajo ao Brasil. Se Flávio Bolsonaro for oficializado como candidato à Presidência, estarei em São Paulo e também farei uma parada em Brasília para cumprimentar Jair Bolsonaro“, declarou em entrevista concedida a uma emissora de rádio argentina.

A visita, no entanto, foi vetada pelo STF em razão das novas restrições impostas ao ex-presidente brasileiro, que cumpre prisão domiciliar por motivos de saúde.

Restrições foram ampliadas após episódio envolvendo Flávio Bolsonaro

A decisão de Alexandre de Moraes faz parte de um endurecimento das condições da prisão domiciliar de Jair Bolsonaro. Na sexta-feira, o ministro determinou que o ex-presidente não poderá receber visitas sociais durante 30 dias, com exceção de médicos, fisioterapeutas e advogados.

Além disso, Bolsonaro também está proibido de receber visitantes com objetivos políticos ou eleitorais até o encerramento das eleições presidenciais, estaduais e legislativas previstas para outubro.

O endurecimento das medidas ocorreu depois que Flávio Bolsonaro divulgou em suas redes sociais uma carta escrita à mão por seu pai. No texto, o ex-presidente reafirmava apoio à candidatura do filho e defendia a união entre seus aliados em meio às disputas internas da família relacionadas ao processo eleitoral.

Para Alexandre de Moraes, a divulgação da carta configurou descumprimento das condições anteriormente impostas ao ex-presidente, que está proibido de utilizar redes sociais tanto diretamente quanto por intermédio de terceiros.

Como consequência, o ministro já havia proibido Flávio Bolsonaro de visitar o pai durante 90 dias, período que se estende até depois do primeiro turno das eleições, marcado para 4 de outubro.

Decisão aumenta tensão política às vésperas da campanha eleitoral

A negativa ao pedido envolvendo Javier Milei amplia a lista de restrições impostas ao ex-presidente brasileiro em um momento decisivo da corrida eleitoral.

Flávio Bolsonaro, que aparece entre os principais nomes da oposição nas pesquisas de intenção de voto, criticou duramente as decisões de Alexandre de Moraes. O senador acusa o ministro de interferir politicamente no processo eleitoral ao impor limitações que, segundo ele, dificultam a campanha.

Enquanto isso, Luiz Inácio Lula da Silva segue liderando os levantamentos divulgados até o momento, e o ambiente político permanece marcado por disputas judiciais e eleitorais que devem ganhar ainda mais intensidade nos próximos meses.

A decisão também impede que Milei realize um gesto de apoio político a Bolsonaro durante sua visita ao Brasil, restringindo sua agenda ao evento de lançamento da candidatura de Flávio Bolsonaro em São Paulo.

[Fonte: mvs]

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