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Lula leva multidão à Avenida Paulista e intensifica disputa com Flávio Bolsonaro pelo segundo turno

A duas semanas da eleição presidencial, Lula reuniu milhares de apoiadores em São Paulo. O ato destacou a mobilização dos eleitores, enquanto Flávio Bolsonaro ampliou suas articulações políticas.
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Tempo de leitura: 4 minutos

A Avenida Paulista foi tomada por bandeiras vermelhas e milhares de manifestantes no domingo 11 de outubro de 2026. Em busca da reeleição, Luiz Inácio Lula da Silva participou de uma grande mobilização em São Paulo, tentando ampliar o apoio à sua candidatura após terminar o primeiro turno atrás de Flávio Bolsonaro. Com a votação decisiva marcada para 25 de outubro, os dois candidatos intensificam suas estratégias para conquistar eleitores.

Lula reúne milhares de apoiadores na Avenida Paulista

Lula leva multidão à Avenida Paulista e intensifica disputa com Flávio Bolsonaro pelo segundo turno
© YouTube

A manifestação, denominada Marcha pela Democracia, ocupou boa parte da Avenida Paulista e reuniu movimentos sociais, organizações estudantis, militantes de esquerda e admiradores de artistas internacionais.

Entre os grupos envolvidos na mobilização estavam comunidades de fãs de Lady Gaga, Beyoncé, Taylor Swift e BTS, além de integrantes de torcidas organizadas de clubes como Corinthians e Palmeiras.

A presença desses grupos demonstrou a tentativa de ampliar o alcance da campanha para além das estruturas partidárias tradicionais.

O presidente participou do evento em um carro de som próximo ao Museu de Arte de São Paulo (MASP), onde discursou sobre democracia, segurança pública, educação e direitos trabalhistas.

A manifestação também teve como objetivo recuperar o entusiasmo dos apoiadores depois do resultado do primeiro turno.

Segundo a cobertura da Agência Brasil sobre o ato na Avenida Paulista, Lula afirmou que a semana seguinte seria decisiva para a disputa presidencial.

Resultado do primeiro turno explica a mobilização

A eleição de 4 de outubro terminou com Flávio Bolsonaro, do PL, na primeira colocação, enquanto Lula, do PT, ficou em segundo lugar.

De acordo com os resultados divulgados pelo Tribunal Superior Eleitoral, Flávio recebeu 47,03% dos votos válidos, contra 45,16% de Lula.

Resultado do primeiro turno — 4 de outubro de 2026

47,03%

Flávio Bolsonaro (PL)

45,16%

Lula (PT)

Diferença de 1,87 ponto percentual entre os candidatos. Dados oficiais do TSE.

O resultado deixou a disputa aberta para o segundo turno, mas criou desafios diferentes para cada campanha.

Lula procura conquistar votos adicionais e mobilizar pessoas que não participaram da primeira votação. Flávio trabalha para consolidar sua base eleitoral e reunir apoios de lideranças políticas e candidatos derrotados.

Os números oficiais, disponíveis no Tribunal Superior Eleitoral, mostram que a diferença entre os dois candidatos foi de aproximadamente 2,2 milhões de votos.

Abstenção de milhões de brasileiros entra no centro da campanha

Lula leva multidão à Avenida Paulista e intensifica disputa com Flávio Bolsonaro pelo segundo turno
© YouTube

Um dos principais temas abordados por Lula foi a participação eleitoral.

No primeiro turno, a abstenção chegou a 21,08%, representando milhões de brasileiros que não compareceram às urnas.

O presidente pediu atenção especial aos eleitores com mais de 70 anos, para os quais o voto é facultativo.

A estratégia busca ampliar a participação de grupos que poderiam alterar o resultado do segundo turno, sem que seja possível antecipar como esses eleitores votarão.

Durante o discurso, Lula também criticou a gestão de Jair Bolsonaro durante a pandemia de covid-19 e defendeu políticas públicas nas áreas de educação e tecnologia.

O presidente afirmou que pretende ampliar o acesso ao ensino superior e promover avanços tecnológicos no país.

A campanha também aposta na participação de jovens, estudantes e movimentos culturais para ampliar sua presença nas ruas e nas redes sociais.

Fim da escala 6×1 vira tema central da disputa eleitoral

Outro assunto destacado durante a manifestação foi a proposta de acabar com a escala de trabalho 6×1, na qual o empregado trabalha seis dias e descansa um.

Lula afirmou que a votação prevista para quarta-feira, 14 de outubro, no Senado, poderá evidenciar as posições dos partidos sobre a redução da jornada de trabalho.

O presidente cobrou uma definição do PL, partido de Flávio Bolsonaro, sobre a proposta.

A discussão envolve mudanças importantes nas relações trabalhistas, com possíveis impactos sobre empregados, empresas e diferentes setores econômicos.

Defensores da redução da jornada argumentam que a medida pode melhorar a qualidade de vida e o equilíbrio entre trabalho e descanso.

Críticos e representantes empresariais levantam preocupações sobre custos, produtividade e a necessidade de adaptações em setores que funcionam continuamente.

Lula também voltou a criticar a proposta de redução de gastos públicos defendida por Flávio Bolsonaro, apelidada de tesouraço.

Segundo o petista, cortes amplos poderiam afetar programas sociais e serviços públicos. A avaliação é contestada por integrantes da oposição, que defendem maior controle das despesas governamentais.

Flávio Bolsonaro reúne aliados e prepara novo ato em São Paulo

Lula leva multidão à Avenida Paulista e intensifica disputa com Flávio Bolsonaro pelo segundo turno
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Enquanto Lula participava da manifestação na Avenida Paulista, Flávio Bolsonaro cumpria outra agenda na capital paulista.

O senador reuniu-se com prefeitos e vereadores da região metropolitana, acompanhado pelo governador reeleito de São Paulo, Tarcísio de Freitas, e pelo prefeito Ricardo Nunes.

Durante o encontro, Flávio destacou sua proposta de fortalecer a relação entre o governo federal e os municípios.

O candidato também defendeu o direcionamento de recursos federais para ações de segurança pública e combate à criminalidade.

A estratégia procura consolidar alianças políticas e ampliar a presença da candidatura nos municípios.

Segundo a Folha de S.Paulo, Tarcísio e Nunes confirmaram uma manifestação de apoio a Flávio na Avenida Paulista para o próximo domingo, 18 de outubro.

Duas semanas decisivas para a eleição presidencial

O segundo turno está marcado para 25 de outubro, quando os brasileiros escolherão o presidente que governará o país a partir de 2027.

Até lá, as campanhas devem intensificar compromissos públicos, negociações partidárias e iniciativas para mobilizar os eleitores.

A manifestação de Lula mostrou a capacidade de mobilização de seus apoiadores, enquanto os encontros de Flávio evidenciaram o esforço de articulação com lideranças locais.

A presença de multidões em eventos de campanha, entretanto, não determina o resultado das urnas.

Com uma diferença relativamente pequena no primeiro turno, a disputa dependerá da participação eleitoral e das escolhas dos brasileiros nas próximas duas semanas.

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