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Maior trem da América do Sul terá viagens diárias a partir de 2027

Prepare as malas (e o cooler): o trem de passageiros mais longo da América do Sul vai circular todos os dias. A Estrada de Ferro Carajás, operada pela Vale, ligará Maranhão e Pará em uma rota de quase mil quilômetros — e promete se tornar uma das experiências ferroviárias mais icônicas do Brasil.
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Tempo de leitura: 2 minutos

O trajeto gigante que corta dois estados

Atualmente, o trem da Vale parte de São Luís (MA) às segundas, quintas e sábados, e faz o caminho inverso de Parauapebas (PA) — onde fica a mina de Carajás — às terças, sextas e domingos. Mas, segundo acordo firmado entre a mineradora e o Governo Federal, a partir de 2027 o serviço será diário.

A mudança faz parte do contrato de antecipação das concessões, assinado em 2020, e deve facilitar o transporte entre as 27 cidades atravessadas pela linha.

Maior trem da América do Sul terá viagens diárias a partir de 2027
© Pexels

Quanto custa e o que esperar da viagem

O percurso completo de São Luís a Parauapebas dura cerca de 16 horas. A passagem custa R$ 90 na classe econômica e R$ 170 no vagão executivo. Apesar da longa duração, a estrutura é confortável: há ar-condicionado, vagão-restaurante e direito a uma mala de até 35 quilos mais uma bolsa de mão gratuita.

Em 2024, mais de 423 mil passageiros viajaram entre os dois estados — um número que deve crescer com a ampliação do serviço.

Vale aposta também em trem noturno

A companhia prepara outra novidade sobre trilhos. O tradicional trem Vitória-Minas, que já é o único com circulação diária no Brasil, vai ganhar uma nova opção de viagem noturna a partir de janeiro de 2026.

Com 664 quilômetros de extensão, a rota liga Belo Horizonte (MG) a Cariacica (ES) e leva em média 13 horas. A passagem custa R$ 81 na classe econômica e R$ 116 na executiva. Cada passageiro poderá levar uma mala de até 32 quilos, além de uma bolsa de mão.

Os bilhetes para o trem noturno começarão a ser vendidos em 15 de novembro, e as novas operações fazem parte do contrato da Vale com a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT).

Viagem sobre trilhos (e história)

O avanço da malha ferroviária de passageiros é raro no Brasil, onde o transporte sobre trilhos é dominado por cargas. Mas com as novas concessões da Vale, o país dá sinais de que pode redescobrir o charme e a eficiência dos trens.

Entre Carajás e Vitória-Minas, o Brasil parece finalmente se reencontrar com o passado — e talvez com um futuro mais conectado sobre trilhos.

[Fonte: Turismo.ig]

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