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EUA lançam nova ofensiva de 90 minutos e ampliam tensão em uma das regiões mais estratégicas do planeta

Uma nova operação militar dos Estados Unidos elevou ainda mais a pressão sobre o Irã e reacendeu temores sobre o futuro do estreito de Ormuz, rota vital para o mercado global de petróleo.
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Tempo de leitura: 3 minutos

A crise entre Estados Unidos e Irã voltou a ganhar força com uma nova ofensiva militar que amplia o risco de uma escalada no Oriente Médio. Em meio à troca de ataques e ameaças, cresce a preocupação internacional com possíveis impactos sobre o comércio mundial de energia e com o aumento das tensões envolvendo aliados americanos na região.

Bombardeios atingem posições estratégicas e ampliam pressão sobre o Irã

As Forças Armadas dos Estados Unidos realizaram nesta quarta-feira (15) uma nova operação militar contra alvos iranianos, intensificando ainda mais o confronto entre os dois países. Segundo o Comando Central dos Estados Unidos (Centcom), a ofensiva durou cerca de 90 minutos e teve como principal objetivo reduzir a capacidade do Irã de ameaçar o tráfego marítimo no estreito de Ormuz, uma das rotas comerciais mais importantes do planeta.

Durante a operação, foram utilizadas munições de alta precisão contra instalações militares localizadas na ilha de Grande Tunb, no Golfo Pérsico. Entre os alvos estavam plataformas de lançamento de mísseis de cruzeiro, sistemas de defesa costeira e depósitos militares considerados estratégicos pelas autoridades norte-americanas.

De acordo com o Centcom, os ataques reduziram ainda mais a capacidade iraniana de realizar ofensivas contra embarcações comerciais que cruzam o estreito de Ormuz. A região é responsável pela passagem de aproximadamente um quarto de todo o petróleo transportado por via marítima no mundo, tornando qualquer instabilidade local um fator de preocupação para governos e mercados internacionais.

A nova ofensiva acontece poucos dias após o agravamento da crise diplomática e militar. Na semana passada, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou encerrado o acordo de cessar-fogo firmado em 17 de junho com o governo iraniano. Segundo a Casa Branca, a decisão foi tomada após acusações de que Teerã continuava promovendo ataques contra navios que circulam pela região.

Na ocasião, Trump também elevou o tom ao afirmar que poderia autorizar ataques contra infraestruturas civis caso novas ações iranianas colocassem em risco interesses americanos ou de seus aliados.

Irã reage com novos ataques e aumenta temor de uma crise regional

A resposta iraniana não demorou. Veículos da imprensa estatal relataram explosões em diferentes pontos do país, incluindo áreas próximas ao porto de Bandar Abbas, na ilha de Qeshm, além de Bandar Imam Khomeini.

Também foram registrados bombardeios na cidade de Bushehr, onde está localizada a única usina nuclear de uso civil do Irã, aumentando a apreensão internacional sobre possíveis riscos envolvendo instalações sensíveis.

Em reação à ofensiva norte-americana, a Guarda Revolucionária do Irã anunciou que realizou ataques contra posições militares dos Estados Unidos em diferentes países do Oriente Médio. Segundo a corporação, as ações atingiram instalações localizadas no Bahrein, Kuwait e Jordânia.

Além das operações militares, Teerã voltou a ameaçar interromper importantes rotas de exportação de energia da região. Em comunicado, autoridades iranianas afirmaram que Washington deve se preparar para o fechamento de outros corredores estratégicos utilizados pelo comércio internacional de petróleo e derivados.

Essas declarações reforçam o temor de que a disputa deixe de ser um confronto bilateral e passe a afetar diretamente o abastecimento energético global, elevando a volatilidade dos preços internacionais do petróleo.

Aliados dos Estados Unidos alertam para risco de desestabilização no Oriente Médio

O aumento das hostilidades também provocou reação entre os países do Conselho de Cooperação do Golfo (CCG), bloco formado por Arábia Saudita, Catar, Kuwait, Emirados Árabes Unidos, Bahrein e Omã.

Em nota conjunta, o grupo acusou o Irã de conduzir o Oriente Médio a um cenário de crescente instabilidade e responsabilizou Teerã pelo agravamento da crise regional.

Os integrantes do CCG mantêm estreitas relações militares e estratégicas com os Estados Unidos. Muitos deles abrigam bases americanas em seus territórios ou possuem acordos de defesa com Washington, fator que amplia o risco de novos desdobramentos caso os confrontos continuem se espalhando pela região.

Enquanto Estados Unidos e Irã mantêm a troca de ataques, analistas acompanham com atenção os próximos movimentos das duas potências. O temor é que novos confrontos comprometam ainda mais a segurança no estreito de Ormuz e provoquem reflexos diretos sobre a economia mundial, especialmente no mercado de energia.

Com a escalada militar ganhando intensidade, cresce a pressão da comunidade internacional por uma solução diplomática capaz de impedir que o conflito se transforme em uma crise regional de proporções ainda maiores.

[Fonte: DW]

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