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O futuro do Nubank está em risco? Entenda a proposta do Banco Central que gerou polêmica

Uma proposta do Banco Central acendeu o alerta sobre o uso da palavra “bank” por instituições financeiras no Brasil. Embora não tenha relação com o fim de operações como a do Nubank, o projeto pode obrigar empresas a mudar de nome — e afetar a imagem de grandes fintechs.
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Tempo de leitura: 2 minutos

Nos últimos dias, cresceram rumores nas redes sociais sobre o possível fechamento do Nubank. O motivo: uma proposta do Banco Central (BC) que está em consulta pública e propõe mudanças na forma como instituições financeiras se denominam no país. Mas o que de fato está sendo discutido? E o que isso muda para empresas como Nubank e C6 Bank?

O que propõe o Banco Central?

A proposta do BC busca tornar mais transparente a relação entre o nome da instituição e sua autorização oficial para operar. Em outras palavras: só poderá usar o termo “banco” — ou “bank”, em inglês — quem tiver, de fato, autorização para operar como banco múltiplo segundo as normas do BC.

O texto afirma que será proibido “o uso, em sua denominação, de termo que sugira, literalmente ou por semelhança, uma atividade para a qual não tenha autorização de funcionamento”.

Ou seja, fintechs como o Nubank, que são instituições de pagamento, podem ter que abandonar o termo “bank” no nome, pois não têm autorização para operar como um banco tradicional — como o C6 Bank, por exemplo.

Nubank é banco?

Apesar de ser popularmente chamado de banco, o Nubank é, oficialmente, uma instituição de pagamento. Isso significa que está regulado pelo BC, mas não oferece todos os serviços típicos de bancos tradicionais — como agências físicas para saques e depósitos em espécie.

Já o C6 Bank é um banco múltiplo autorizado e, por isso, não seria afetado pela nova regra.

Bancos tradicionais pressionam?

A proposta também reflete uma insatisfação crescente dos grandes bancos, que viram parte de sua clientela migrar para plataformas digitais. Em 2024, o Nubank ultrapassou o Itaú em número de clientes, tornando-se o terceiro maior do país nesse critério, com mais de 100 milhões de usuários.

Acima dele estão apenas a Caixa Econômica Federal e o Bradesco. O avanço de fintechs como Nubank, Mercado Pago e PicPay acendeu o debate sobre a regulação e a identificação pública dessas instituições.

Consulta pública aberta até 31 de maio

O Banco Central mantém aberta, até o dia 31 de maio, a consulta pública sobre essa proposta de resolução. Qualquer cidadão pode participar e enviar opiniões sobre o texto que está sendo debatido pelo Conselho Monetário Nacional e o BC.

A mudança ainda não está aprovada, mas pode ter impacto direto na identidade de diversas instituições financeiras digitais.

Fonte: Metrópoles

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