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Ciência

Pulgas e carrapatos: 4 alternativas caseiras e baratas para ajudar a proteger os pets

Com a chegada do calor, aumenta a presença desses parasitas; algumas medidas caseiras podem ajudar, mas não substituem os antiparasitários recomendados por veterinários
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Tempo de leitura: 3 minutos

Temperaturas mais altas significam mais passeios, brincadeiras ao ar livre e contato dos animais com gramados, jardins e outros ambientes onde parasitas podem estar presentes. Para cães e outros pets, isso também pode aumentar a exposição a pulgas e carrapatos.

Além da coceira e do desconforto, esses parasitas podem transmitir doenças. Por isso, observar regularmente a pele e o pelo do animal, manter o ambiente limpo e utilizar produtos antiparasitários adequados continuam sendo as principais formas de prevenção.

Algumas alternativas caseiras são frequentemente mencionadas como complementos para afastar insetos. No entanto, é preciso cuidado: ingredientes naturais também podem provocar intoxicação ou irritação.

Isso é especialmente importante no caso dos óleos essenciais. Vários deles podem ser perigosos para cães e, principalmente, gatos. Portanto, qualquer preparação aplicada diretamente no animal deve ser discutida previamente com um veterinário.

1. O alecrim pode ser usado no ambiente

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© Micah Giszack – Unsplash

O alecrim é tradicionalmente associado a propriedades repelentes por causa de seu aroma intenso.

Algumas receitas caseiras sugerem impregnar coleiras com alecrim, álcool e diferentes óleos essenciais. Entretanto, colocar substâncias concentradas em uma coleira que permanecerá horas em contato com a pele do cachorro pode provocar irritações e aumentar o risco de ingestão quando o animal se lambe.

Uma alternativa mais segura é utilizar o alecrim como parte da limpeza ambiental, sempre mantendo o produto fora do alcance do pet.

Também é importante lavar regularmente mantas, caminhas e tecidos utilizados pelo cachorro. Isso ajuda porque grande parte do ciclo de vida das pulgas acontece no ambiente, e não apenas sobre o animal.

2. Terra de diatomáceas exige cuidados

A terra de diatomáceas aparece com frequência em receitas naturais contra pulgas. O material pode afetar fisicamente alguns insetos ao entrar em contato com eles.

Entretanto, isso não significa que seja adequado espalhar qualquer tipo de terra de diatomáceas diretamente sobre o cachorro.

O pó pode irritar olhos e vias respiratórias quando inalado pelo animal ou pelas pessoas da casa. Além disso, algumas receitas adicionam óleos essenciais de citronela, melaleuca, eucalipto ou lavanda.

Essa combinação merece atenção especial. Óleos essenciais concentrados podem causar reações adversas e intoxicações em animais.

Por isso, não é recomendável aplicar misturas desse tipo diretamente sobre o pet sem orientação veterinária.

3. Hamamélis não substitui um antipulgas

Outra receita bastante divulgada combina água de hamamélis com óleos essenciais de lavanda, citronela e eucalipto para produzir um spray repelente.

Embora o hamamélis seja tradicionalmente utilizado por suas propriedades adstringentes, isso não transforma automaticamente a mistura em um produto seguro ou eficaz contra pulgas e carrapatos.

A concentração dos ingredientes, o tamanho do animal, sua idade e até doenças preexistentes podem modificar o risco.

Além disso, pulverizações nunca devem atingir olhos, focinho, boca, feridas ou regiões irritadas.

Se o objetivo é usar um repelente diretamente no pelo, a opção mais segura é escolher um produto veterinário desenvolvido especificamente para a espécie e o peso do animal.

4. Vinagre e capim-limão também aparecem em receitas caseiras

Vinagre De Maça
© masa44 – Shutterstock

Vinagre de maçã, limão e capim-limão formam outra combinação popularmente utilizada como repelente doméstico.

Nesse caso, também é importante separar o uso no ambiente da aplicação diretamente sobre o animal.

Produtos ácidos podem irritar peles sensíveis ou machucadas. Já preparações concentradas de capim-limão e seus óleos essenciais podem representar riscos dependendo da quantidade utilizada.

Por isso, mesmo receitas aparentemente simples não devem ser tratadas como substitutas de medicamentos veterinários.

O que realmente ajuda a combater pulgas e carrapatos

A melhor estratégia combina prevenção no animal com controle do ambiente. Lavar caminhas e cobertores, aspirar pisos, tapetes e sofás e inspecionar regularmente o pelo são medidas simples que ajudam bastante.

Também existem comprimidos, pipetas, sprays e coleiras antiparasitárias desenvolvidos especificamente para cães e gatos.

A escolha deve considerar espécie, idade, peso e estado de saúde do pet. Produtos destinados a cães nunca devem ser utilizados automaticamente em gatos, já que determinados princípios ativos seguros para uma espécie podem ser extremamente tóxicos para outra.

As soluções caseiras podem parecer atraentes por serem simples e baratas. Porém, quando o assunto é pulgas e carrapatos, “natural” não significa necessariamente seguro. A orientação veterinária continua sendo a maneira mais confiável de proteger o animal sem criar um novo problema ao tentar eliminar os parasitas.

 

[ Fonte: Los Andes ]

 

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